A delinquência intelectual está no entorno do poder. O festival de babaquice que se manifesta a cada dia nos enche de vergonha. Testemunhamos atitudes que beiram o ridículo protagonizado por autoridades ou integrantes de seus clãs. A nossa memória é insultada pelos ignorantes que se encastelaram nos palácios. Distorcem a História com o intuito de fazê-la ser esquecida enquanto verdade. Querem fazer prevalecer a mentira que lhes convém.
A simpatia por ideologias totalitárias e genocidas é naturalmente manifesta. Como não classificar isso como uma “delinquência intelectual”? Desprezam propositadamente o conhecimento histórico, porque não lhes convém. As falsificações analíticas beiram a infâmia para atendimento de objetivos políticos. Valem-se das incongruências para exercitar o engodo e a enganação, uma vez que apostam na incapacidade da consciência coletiva. Alusões infamantes constroem seus discursos por falta de argumentos inteligentes.
A leviandade e a irresponsabilidade predominando no comportamento dos que esperávamos comandar nossos destinos. Eles não pensam, agem por demandas políticas que sequer entendem. Porém, convenientes para eles. A delinquência intelectual se nivela ao agachamento moral e se assemelha à canalhice. Não têm o menor respeito, inclusive a si próprios.
A passividade é uma postura de delinquência intelectual, quando renuncia á capacidade de pensar e agir por sua própria vontade. Vive a serviço da mentira. Explora o lado obscuro da alma humana, sobressaindo o interesse egoísta. Nunca consegue enxergar o óbvio, uma vez que a cegueira pela ignorância e a embriaguez do poder estabelecem seu caminhar. Explode em si o egoísmo irracional. O extremismo e o egoísmo prevalecendo. Não respeita as injunções morais.
Tenho pena dos delinquentes morais. Têm vida curta no sucesso. São aproveitadores de oportunidades. Não possuem inteligência, nem cultura, para se manter na evidência. São perturbados do desenvolvimento mental. Nessas circunstâncias, então, para onde estamos indo?





