Imóveis no campo registram alta procura com a pandemia do coronavírus. Casas em condomínios longe de metrópoles são buscadas para passar temporada na quarentena e também em definitivo, por exemplo, diz o empresário George Ramalho Barbosa. Apesar de o público ser majoritariamente de classe alta, outras classes sociais também buscam locais com maior isolamento.
Os Paraibanos estão passando a quarentena em Bananeiras ou em Gurinhém, dois redutos de casas de campo mais tradicionais do Estado. De acordo com George Ramalho, as pessoas veem ao campo como opção de retiro por ter boa infraestrutura, ótima qualidade de ar e baixo número de casos de contaminação pelo coronavírus.
“Sempre tivemos muitas pessoas querendo mudar para o campo após a aposentadoria, mas poucos na faixa dos 40 anos”, conta o diretor George Ramalho. “E foi justamente nesse perfil que sentimos o maior aumento (durante o isolamento social)”.
George Ramalho acredita que a pandemia irá trazer uma nova onda de pessoas que não enxergam a solução apenas como um retiro emergencial, mas como opção de moradia, por entenderem que já não é necessário viver nas grandes cidades para manter a atividade profissional. “A pandemia tem mostrado para todos que a internet e as mídias sociais têm mais força ainda do que se imaginava”, reflete.
Imóveis de campo
“A pandemia fez com que as pessoas tivessem que mudar os seus hábitos e se atentassem para a transição de um lugar caótico para um mais tranquilo”, confirma o empresário George Ramalho, Diretor da Coenco Construções. Segundo ele, o isolamento fez ainda com que os clientes “procurassem um plano B para não ficarem reféns dentro de um apartamento agora”.
Para George Ramalho, no entanto, a tendência é que essas pessoas voltem para a metrópole ao final da quarentena e mantenham um imóvel de backup em caso de necessidade.



