Podemos afirmar que o autoengano é um processo mental que leva uma pessoa a aceitar como verdadeira uma informação que, momentos antes, ela mesma considerava falsa.
Deve ser extremamente angustiante e confuso saber a verdade, mas desejar a mentira. A confusão mental deve ser avassaladora, vivendo em uma ilusão constante, sabotando a si mesma. Isso deve ser como estar preso em um labirinto mental.
Há muitas pessoas que parecem fortes durante o dia, mas à noite choram como crianças. São indivíduos cuja suposta força reside apenas na superfície, pois, na realidade, não conseguem sequer expressar seus verdadeiros desejos. Vivem de aparências, exibindo uma força que é, na verdade, pura encenação.
Elas enganam a si mesmas, demonstrando serem duras e impiedosas, mas tudo isso é apenas uma máscara, um personagem cuidadosamente encenado para obter elogios e aceitação.
Normalmente, são narcisistas, alegando serem perfeitas e incapazes de errar ou se responsabilizar por algo.
Isso é bastante triste e angustiante, visto que, ao se enganarem e acreditarem nessa ilusão, é fácil enganar os outros. Aqueles com menos experiência arriscam duvidar de si e da realidade evidente.
Não é maldade, mas um mundo imaginário que pode se manifestar em relacionamentos, no trabalho ou em amizades.
Essas pessoas têm um lado bom, mas suas mentes se perderam em um labirinto tão vasto que, na informática o apelidamos de “loop” infinito, é necessário um choque de realidade para voltar à normalidade.
O comportamento dessas pessoas é frequentemente contraditório com os outros. Dizem não gostar do que gostam, juram não querer o que desejam, não demonstram vontade quando a têm, negam quando estão gostando.
É uma situação sem fim e sem lógica. É escusado discutir com elas; é melhor agir como se nada soubesse, deixar a corda esticar e, no momento certo, dar um puxão! Isso, talvez, poderá surpreendê-las.
Não é todo mundo que consegue lidar com essas questões; é preciso ter paciência e calma. A vida e a experiência são grandes mestres, mas os pré-requisitos mencionados são essenciais.
Termino com uma citação minha, escrita recentemente, embora eu geralmente prefira citar pessoas mais conhecidas: “A loucura é a razão que optou por outro caminho.”
Junior Belchior


