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Banalizaram os relacionamentos — Júnior Belchior 

Publicado em: 13 de março de 2023 por Redação
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Banalizaram os relacionamentos — Júnior Belchior 

Há alguns anos venho observando com certa tristeza e espanto, que as relações interpessoais vêm se degradando ano após ano.

O sexo, por exemplo, virou quase exercício físico, não é mais necessário haver sentimentos, apreço, respeito e outras coisas mais, o que basta é apenas o querer, o minuto de vontade, o puro e simples “encontro” ou como dizem por aí afinidades.

Confesso, que no meu tempo esse tal sexo por afinidade eu não vi, essa tal vontade instantânea eu também desconheço e o, tal “apenas querer” se existia, graças a Deus não tomei conhecimento.

Hoje um aperto de mão praticamente se tornou mais íntimo do que um beijo, o beijo mais íntimo do que o sexo e outras coisas mais, porque o fazem com grande naturalidade e o aperto de mão ou os dois beijinhos é coisa quase extraterrena.

Fico imaginando, que tipo de pai e mãe esse povo será? A situação já está ladeira abaixo nessa geração, imagina na próxima, que será tutelada por essa.

Isso porque eu ainda não entrei no mérito religioso da coisa, visto que, se adentrarmos nesse território, rasgaram a Bíblia ao meio faz tempo e essa geração a está terminando de a picotar.

O engraçado é que eu não vejo mais o jovem de bom senso, ou é 8, ou é 80, o equilibrado da história sumiu, virou fumaça, ou foi provavelmente engolido por um desses dois grupos.

Vejo jovens muito concentrados, direitos ao extremo ou vejo a personificação da perdição completa. Dá-me a entender, que não se ensinou o bom e velho equilíbrio a esse povo, uma turma tudo faz, enquanto a outra nada faz, provavelmente isso decorre da total falência de tentar se juntar os dois estilos.

Quero deixar extremamente claro, que o que digo não tem nada a ver com classe social, crença ou cor da pele, a perdição e a falta de retidão moral, está em todos os lugares, porque se eu não esclareço, a pancada sobra para quem vos escreve.

É triste constatar que o íntimo virou quase público, que a retidão, a ética, a moral e os bons costumes estão travestidos de imoralidade e pura aparência.

A aparência hoje digo-lhes engana 100%, não pense você caro leitor, que o jovem de rosto angelical e comportamento fino está fora dessa brincadeira, ledo engano, eles estão lá dentro, enlameados até o pescoço e fazendo escola.

Obviamente não podemos generalizar e eu não o fiz, até está supracitado, que ainda há, graças ao meu bom, Deus, os jovens extremamente centrados e longe dessa esbórnia, ainda há gente sensata, pena não ser a maioria.

Com o passar dos anos, eu fui me adormecendo, que quando dei por mim a libertinagem já havia começado há anos, a ponto de hoje eu dificilmente conseguir dialogar com essa turma do “vale tudo”.

No pouco convívio com essas personalidades, eu apenas escuto “isso é besteira” ou “você ainda não viu nada”, é verdade, não vi e nem quero ver, deixo com toda alegria do mundo para quem é de direito ser useiro e vezeiro desse comportamento.

Quem terá razão? Saberemos em poucos anos, se é a minha mente atrasada e retrógrada ou se é, essa muito evoluída e libertina de hoje.

O que afirmo categoricamente é que não conheço pessoas de bem que saíram ou se casaram com pessoas desse meio e que hoje, num mundo globalizado, o planeta se tornou pequeno e tudo que se faz, se sabe.

É com o coração triste, incapaz de tentar avisar os desavisados, que isso não pode e nem terminará bem, que a cada passo nesse sentido a distância para Cristo vai se tornando maior, ao ponto de se tornar abissal, depois, não adianta ir pro pé da igreja chorar, dizer X, Y e Z até porque o Deus que conheço é justo, muito mais do que amoroso.

Termino, como sempre, com uma frase (eu que também sou um fã de boas frases e também humildemente escrevo as minhas) do escritor austríaco, indicado duas vezes ao Nobel de Literatura, (e aproveito o espaço para indicar um de seus livros, “Os últimos dias da humanidade”) Karl Kraus.

“Educação é aquilo que a maior parte das pessoas recebe, muitos transmitem e poucos possuem.”

 

Por  – Júnior Belchior.

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