Sexta-feira, 01 de Maio de 2026
logo
  • Destaques
  • Pombal
  • São Bento
  • Política
  • Brasil
  • Policial
  • Colunistas
    • Colunista Gustavo Moreira
    • Colunista Heron Cid
    • Colunista Junior Belchior
    • Colunista O Introspectivo
    • Colunista Rui Leitão
    • Colunista Sidharta Neves
  • Contato
logo
  • Destaques
  • Pombal
  • São Bento
  • Política
  • Brasil
  • Policial
  • Colunistas
    • Colunista Gustavo Moreira
    • Colunista Heron Cid
    • Colunista Junior Belchior
    • Colunista O Introspectivo
    • Colunista Rui Leitão
    • Colunista Sidharta Neves
  • Contato

CAROLINA DE JESUS – A CINDERELA NEGRA – Por Rui Leitão

Publicado em: 30 de dezembro de 2022 por Redação
COMPARTILHAR
Facebook
Twitter
Pinterest
Whatsapp
Whatsapp
CAROLINA DE JESUS – A CINDERELA NEGRA – Por Rui Leitão

Negra, favelada, empregada doméstica, catadora de papel. Foge, portanto, aos padrões naturais que se espera de uma escritora que se tornou célebre por sua obra literária. Carolina Maria de Jesus nasceu em Sacramento, Minas Gerais, em 1914. Frequentou até o segundo ano do Ensino Fundamental. Como não possuía livros em casa, lia, por empréstimo, os que uma vizinha lhe cedia. Ao mudar-se para São Paulo, passou a trabalhar na casa do médico Euryclides de Jesus Zerbini. Lá teve a oportunidade de, nas horas de folga, fazer leitura de obras encontradas na biblioteca do patrão. Ao engravidar deixou o emprego e se dedicou à atividade de recolher papel na rua para reciclagem, separando alguns que ofereciam condições de usá-los para suas escritas diárias.

Escrevia sobre a sua vida na favela do Canindé, na Zona Norte de São Paulo. Em 1950, publicou um poema em homenagem a Getúlio Vargas, no jornal O Defensor. Até que um dia, casualmente, conheceu o jornalista Audálio Dantas, quando ele visitava a comunidade em que morava, com o objetivo de fazer uma matéria. Deparando-se com os papéis do diário de Carolina, ficou impressionado com o seu conteúdo e decidiu ajudá-la a publicar seu primeiro e mais famoso livro: “Quarto de despejo: diário de uma favelada”, em 1960. Tornou-se um sucesso de vendas. Saiu finalmente da favela e mudou-se para uma casa no bairro de Santana.

Já conhecida nacionalmente, no mesmo ano em que fez sua estréia na literatura brasileira, recebeu homenagens da Academia Paulista de Letras e da Academia de Letras da Faculdade de Direito de São Paulo, além de receber um título honorífico da Orden Caballero del Tornillo, na Argentina, em 1961.

Publicou mais três livros em vida: Casa de alvenaria (1961); Pedaços da fome (1963) e Provérbios (1965), além de dois póstumos: Diário de Bitita (1986) e Meu estranho diário (1996), que não despertaram o mesmo interesse do primeiro. Descartada pela crítica literária brasileira, teve de voltar à condição de catadora de papel para garantir a sobrevivência. Em 1994 os escritores José Carlos Sebe Bom Meihy e Robert M. Levine, publicaram “Cinderela negra: a saga de Carolina Maria de Jesus”, relançado depois nos Estados Unidos. Eles, pesquisadores da obra e da vida de Carolina, organizaram ainda mais dois livros compostos por textos deixados pela escritora: “Meu estranho diário e Antologia pessoal”, editados em 1996. O “Quarto de despejo”, obra prima de Carolina Maria de Jesus foi traduzido para vários idiomas, sendo conhecido por cerca de 40 países e vendeu mais de três milhões de exemplares.

Segundo Fernanda Rodrigues de Miranda, mestre em Letras: “Carolina Maria de Jesus é precursora da Literatura Periférica no sentido de que ela é a primeira autora brasileira de fôlego a constituir a tessitura de sua palavra a partir das experiências no espaço da favela, isto é, sua narrativa traz o cotidiano periférico não somente como tema, mas como maneira de olhar a si e a cidade. Por isso, seu olhar torna-se cada vez mais crítico diante do cenário de ilusões que São Paulo projetava com sua falsa imagem de lugar com oportunidades para todos”.

Morreu aos 63 anos de idade, asmática, esquecida pelo mercado editorial. Seu trabalho literário ressurgiu nos anos recentes, conferindo-lhe a fama de uma das grandes escritoras da literatura brasileira. Em 2017, sua história foi registrada por Tom Farias em Carolina – Uma Biografia, publicada pela editora Malê. Era também cantora, escritora de contos, crônicas, letras de música, peças de teatro e artista têxtil. Sua herança está sendo disputada na Justiça pelas netas e pela filha da autora.

Rui Leitão

Compartilhe

Mais Notícias

  • Nabor: Republicanos cobrará, a filiados, ‘alinhamento’ e voto na chapa governista

  • Mãe denuncia falta de bebedouro adequado na Escola Vida Nova e pede visita da gestão em Pombal

  • Gilbertinho é cotado para assumir comando político da 13ª Regional de Educação em Pombal

Mais lidas

Variedades 19 de março de 2020

Estudo: Coronavírus não foi criado em laboratório

Colunista Joaci Júnior 8 de fevereiro de 2021

Uma estrela ainda mais solitária!

17 de outubro de 2019

Correio Braziliense destaca trabalho de Ruy por Médicos pelo Brasil

logo

Menu

  • Política de privacidade
  • Contato
  • Brasil
  • Colunistas
  • Paraíba
  • Policial
  • Política
  • Variedades

Mais acessadas

Variedades 19 de março de 2020

Estudo: Coronavírus não foi criado em laboratório

Colunista Joaci Júnior 8 de fevereiro de 2021

Uma estrela ainda mais solitária!

17 de outubro de 2019

Correio Braziliense destaca trabalho de Ruy por Médicos pelo Brasil

Institucional

  • Anuncie :
    [email protected]
Copyright © 2026 Política Paraibana. Todos os direitos reservados.
Logo Visual Midia
Usamos cookies em nosso site para fornecer a experiência mais relevante, lembrando suas preferências e visitas repetidas. Ao clicar em “Aceitar”, você concorda com o uso de TODOS os cookies. No entanto, você pode visitar "Configurações" para fornecer um consentimento controlado.
ConfiguraçõesAceitar
Gerenciar consentimento

Visão geral da política de privacidade

Este site usa cookies para melhorar a sua experiência enquanto navega pelo site. Destes, os cookies que são categorizados como necessários são armazenados no seu navegador, pois são essenciais para o funcionamento das funcionalidades básicas do site. Também usamos cookies de terceiros que nos ajudam a analisar e entender como você usa este site. Esses cookies serão armazenados em seu navegador apenas com o seu consentimento. Você também tem a opção de cancelar esses cookies. Porém, a desativação de alguns desses cookies pode afetar sua experiência de navegação.
Funcional
Os cookies funcionais ajudam a realizar certas funcionalidades, como compartilhar o conteúdo do site em plataformas de mídia social, coletar feedbacks e outros recursos de terceiros.
Performance
Os cookies de desempenho são usados ​​para entender e analisar os principais índices de desempenho do site, o que ajuda a fornecer uma melhor experiência do usuário para os visitantes..
Analytics
Cookies analíticos são usados ​​para entender como os visitantes interagem com o site. Esses cookies ajudam a fornecer informações sobre as métricas do número de visitantes, taxa de rejeição, origem do tráfego, etc.
Publicidade
Os cookies de publicidade são usados ​​para fornecer aos anúncios anúncios e campanhas de marketing relevantes. Esses cookies rastreiam visitantes em sites e coletam informações fornecer anúncios personalizados.
Outros
Outros cookies não categorizados são aqueles que estão sendo analisados ​​e ainda não foram classificados em uma categoria.
Necessário
Os cookies necessários são absolutamente essenciais para o funcionamento adequado do site. Esses cookies garantem funcionalidades básicas e recursos de segurança do site, de forma anônima.
SALVAR E ACEITAR