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CMJP aprova voto de repúdio à Netflix por filme da “Porta dos Fundos”

Publicado em: 12 de dezembro de 2019 por admin
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CMJP aprova voto de repúdio à Netflix por filme da “Porta dos Fundos”

Porta dos Fundos – A Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) aprovou, na manhã desta quinta-feira (12), Voto de Repúdio à plataforma de filmes e séries on-line Netflix e ao canal Porta dos Fundos pela produção e veiculação do filme especial de Natal intitulado ‘A primeira tentação de Cristo’. Segundo a autora do requerimento, vereadora Eliza Virgínia (Progressistas), a produção “ofende indubitavelmente os cristãos, ventilando uma possível relação homossexual de Jesus Cristo, contrariando a história e princípios norteadores da fé Cristã”.

A vereadora Raíssa Lacerda (PSD) ficou surpresa com o conteúdo do filme. “É um absurdo a Netflix disponibilizar um filme colocando Jesus gay. As pessoas estão desrespeitando o criador, o dono do mundo, que tem controle dos ares, dos mares e da nossa vida, porque somos criaturas de Deus. A Netflix desrespeita a nossa religião e os cristãos quando coloca um filme dessa natureza, com Jesus, Maria e Deus participando de uma orgia”, declarou a parlamentar, informando que vai cancelar a assinatura da plataforma.

Para o vereador Damásio Franca (Progressistas), o vídeo é uma “afronta à fé cristã e merece ser repudiado por esta Casa”. Carlão (DC) caracterizou a produção como vilipendiosa e afirmou que não se deve “permitir que isso [o filme] seja passado de forma tranquila”. O vereador Milanez Neto (PTB) questionou o futuro da humanidade. “O que mais me espanta é um ser humano produzir algo desta forma. A que ponto chegou a humanidade, com inversão de valores. Não só fico impressionado, como também com medo do futuro da humanidade”, afirmou.

Repudiar não é censurar

O vereador Bruno Farias (Cidadania) afirmou que a liberdade de crença e culto é cláusula pétrea na Constituição Federal, e que o filme só tem o objetivo de “agredir a fé e os símbolos que são considerados sagrados por muitas pessoas, no caso, a maioria do povo brasileiro”. Ele complementou, porém, que a censura não é cabível. “Esse filme é de uma infelicidade sem tamanho. Repudiar não é censurar. Não podemos censurar, mas temos todo direito do mundo de repudiar com toda a nossa fé”, defendeu.

Já o vereador João Almeida (Solidariedade) discordou de Bruno Farias. “Repudiar não é censurar, mas defendo que aquilo que agride seja censurado. Cabe a esta Casa começar um movimento que sirva de exemplo para proibir que esse filme seja veiculado aqui, agindo por meio das emissoras de internet. Sem elas, não pode haver Netflix. Não podemos conviver com essa libertinagem e agressão a nossas crenças”, declarou.

A autora do requerimento, vereadora Eliza Virgínia, afirmou que a iniciativa é crime passível de detenção, de acordo com o Código Penal Brasileiro, e que seria contrária ao afronte a qualquer religião. “Convoco a população de João Pessoa a assinar o voto de repúdio, que hoje está com um milhão de assinaturas, para a proibição desse vídeo, que é um crime, um escárnio. Quem ama Cristo e Jesus repudia e não assiste a esse filme”, enfatizou.

Os vereadores Sérgio da Sac (Solidariedade) e Humberto Pontes (Avante) também se acostaram ao requerimento de Eliza Virgínia, que foi aprovado por maioria, com o voto contrário da vereadora Sandra Marrocos (PSB).

Apologia às drogas (Porta dos Fundos)

Também de autoria da vereadora Eliza Virgínia, foi aprovado outro Voto de Repúdio, desta vez à cantora carioca Ludmila, pela música “Verdinha”, que, segundo a parlamentar, “claramente faz apologia ao crime, plantio, comercialização e consumo de drogas, fazendo menção ao exacerbado uso da maconha recreativa”.

A vereadora Raíssa Lacerda e os vereadores João Almeida, Carlão, Humberto Pontes e Bispo José Luiz (PRB) se pronunciaram a favor do Voto de Repúdio à cantora. Sandra Marrocos se posicionou contra o requerimento e questionou o repúdio à pessoa e não à letra da música, questionamento também levantado pelo vereador Lucas de Brito (PV). O Voto de Repúdio foi aprovado por maioria dos parlamentares, com o voto contrário de Sandra Marrocos e a abstenção de Lucas de Brito.

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