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“Cuidado com a música que o governo dá às pessoas.” — Platão

Publicado em: 7 de maio de 2025 por Redação
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“Cuidado com a música que o governo dá às pessoas.” — Platão

Essa frase, ainda que atravessada pelo tempo, pulsa mais viva do que nunca.

Nos anos 80 e 90, a música brasileira era um espelho do povo — suado, revoltado, apaixonado, inteligente.
Era feita com o coração aberto, a mente inquieta e uma alma coletiva em chamas.

Caetano e Gil nos ensinaram que liberdade também se canta.
Ney Matogrosso provocava não só com a voz, mas com a coragem de ser.
Renato Russo, com sua poesia crua, nos fazia pensar sobre o amor, a fé, a política e a desesperança — tudo em um só refrão.

Engenheiros do Hawaii costuravam filosofia com rock. Era leitura em forma de som.
Titãs gritaram contra a hipocrisia, a repressão, a alienação.
Paralamas do Sucesso misturavam crítica social e energia tropical em melodias que permanecem atuais.
Kid Abelha falava de sentimentos com inteligência, ironia e charme.

Essas bandas não embalavam só festas — elas embalavam ideias.
E ideias, quando bem cantadas, viram movimento.

Hoje, em boa parte do que se consome, a música perdeu densidade.
Não se trata apenas de batidas repetitivas.
É o conteúdo que preocupa.

Letra após letra, o que se vê é uma narrativa que desvaloriza a mulher enquanto enaltece a vulgaridade.
Que ridiculariza o homem, ri da família e promove a lógica do descarte: tudo é “ficada”, “ostentação” e “like”.

É como se estivéssemos dançando no convés de um navio à deriva.
Uma geração inteira se embriagando com o som de sua própria desconexão.

Mas há esperança.

Muitos jovens estão voltando os ouvidos para o passado.
Descobrindo que Legião Urbana dizia mais em três acordes do que muita playlist de hoje inteira.
Percebendo que a música de verdade não apenas entretém — ela ensina, consola, acorda.

A arte é uma arma.
E quando nos tiram a arte pensante, o sistema respira aliviado.

Por isso, precisamos resgatar a música que toca a alma e não só o corpo.
Precisamos de novo de canções que elevem — e não que emburrecem.
Que questionem — e não apenas distraiam.
Que libertem — e não sirvam de trilha sonora para a alienação.

Porque quando a música cala, o povo dorme. E quando o povo dorme, a injustiça faz festa.

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