O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou as redes sociais nesta quarta-feira (8) para comentar sobre a operação da Polícia Federal na casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Flávio, a ação “foi muito ruim” e “constrangedora”, além de ter sido feita com a tentativa de “criar uma cortina de fumaça” para “apagar” a ida do senador aos Estados Unidos.
“Na minha percepção, é uma clara tentativa de criar uma cortina de fumaça nesse momento em que eu estou aqui, trabalhando pelo Brasil. Para tentar dividir o noticiário com coisas negativas. […] Não tem mais boa-fé por parte de quem está nos acusando e nem o princípio constitucional de presunção de inocência funciona para o presidente Bolsonaro”, disse durante uma live.
No sábado (4), o parlamentar embarcou para Washington para participar da audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), que discute a proposta de tarifas punitivas ao Brasil.
Na fala, o senador associa, ainda, a ação como uma tentativa de interferência nas eleições. “Eu sempre falo: não precisa ter medo de mim, só precisa me respeitar. Vai ter que me respeitar. Então, a todo momento, na canetada, tentando interferir nas eleições em vários locais do Brasil”.
Operação na casa de Bolsonaro
Nesta quarta, a Polícia Federal realizou uma operação de busca e apreensão na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado. Segundo o advogado de Bolsonaro, João Henrique de Freitas, a ação, determinada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, buscava armas, munições, acessórios e documentos de registro, mas nada foi encontrado.
A operação ocorre no âmbito do caso envolvendo as armas registradas no nome do ex-presidente, que, por determinação de Moraes, deveria ter todos os itens recolhidos pelo Exército. Entretanto, na segunda-feira (6), os militares informaram que uma pistola e espingarda de Bolsonaro não estavam no endereço apresentado pela defesa dele.
Na determinação, o ministro detalha a justificativa da defesa de Bolsonaro, que alegou que uma das armas não encontradas, a Espingarda Maestro Arms Company, está em uma loja de artigos bélicos no Rio Grande do Sul.
Fonte: R7

