O ex-funcionário do Hospital Padre Zé, Samuel Segundo, apontado como supostamente envolvido no furto de iPhones que teriam sido doados à unidade hospitalar filantrópica decidiu quebrar o silêncio e contar detalhes do escândalo que abalou a igreja na Paraíba.
Samuel Segundo afirma que nunca houve furto de aparelhos porque o então diretor do hospital, padre Egídio de Carvalho Neto, teria autorizado a venda de 270 (duzentos e setenta) celulares e recebido todos os valores em mãos e em espécie.
Ainda de acordo com o ex-funcionário, familiares do padre teriam chegado em um bazar com uma “camioneta cheia de caixas” no dia 1º de agosto em um bazar.
“Foi ele quem mandou e colocou em seu bolso o valor da venda dos celulares“, frisou Samuel.
Os comentários de Efraim foram registrados pelo programa Correio Debate, da 98 FM, de João Pessoa, nesta segunda-feira (23/10).
Na mesma oportunidade, Samuel disse que foi “enganado e usado pela ganância e cupidez de um homem que se aproveita da solidariedade humana para obter vantagens para si“.
O ex-funcionário ainda disse que “se soubesse que esse dinheiro ia pro bolso dele e não ia retornar para a instituição eu jamais teria feito isso […] eu jamais me passaria por ladrão e bandido […] agora, ladrão e bandido a Paraíba está conhecendo“.
“Disseram que se eu abrisse mais a boca eu iria morrer por ela“, frisou Samuel sobre ameaças de morte que estaria recebendo.
Samuel Segundo também revelou detalhes sobre os bens que teriam sido adquiridos pelo padre com dinheiro doado ao hospital.


