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João de Deus é condenado a mais 48 anos de prisão por crimes sexuais

Publicado em: 6 de fevereiro de 2023 por Redação
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João de Deus é condenado a mais 48 anos de prisão por crimes sexuais

O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) informou, na última sexta-feira (3), que o médium João de Deus foi condenado a mais 48 anos e 6 meses de prisão por crimes sexuais. O processo é referente a crimes cometidos entre os anos 2015 e 2016 contra cinco pessoas. As vítimas serão indenizadas em R$ 60 mil.

João de Deus segue em prisão domiciliar determinada pelo tribunal, em substituição à prisão preventiva decretada pela comarca de Abadiânia. Ele foi condenado por violação sexual mediante fraude, estupro de vulnerável e posse ilegal e irregular de armas de fogo.

A última condenação do médium aconteceu em dezembro do ano passado, por crimes sexuais contra 13 vítimas, em três processos distintos. Ele recebeu uma pena de 109 anos e 11 meses de prisão. Seis processos contra o réu ainda aguardam julgamento no TJGO.

Ao G1, o advogado Anderson van Gualberto de Mendonça, que representa João Teixeira de Faria, disse que a defesa irá recorrer da sentença quando for formalmente intimada.

“Reforçaremos junto TJGO e demais instâncias pela necessidade de se aplicar corretagem legislação vigente à época dos fatos que isentam completamente o meu cliente de qualquer responsabilidade criminal. Infelizmente as condenações vem sendo sustentadas por conta do apelo midiático que esteve presente durante toda instrução processual o que inevitavelmente criou estigma contra o Médium João”, disse a nota.

Relembre o caso

No dia 7 de dezembro de 2018, mulheres começaram a denunciar que foram abusadas sexualmente pelo réu durante atendimentos espirituais na casa Dom Inácio de Loyola. João de Deus foi preso inicialmente no dia 16 de dezembro de 2018.

Em março de 2020, ele passou para o regime de prisão domiciliar. Porém, no dia 26 de agosto de 2021, o acusado voltou para o presídio. No mês seguinte, ele voltou ao regime domiciliar, em Anápolis.

 

Fonte: O Globo

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