Quem está muito focado nos estudos para o Enem sabe que uma boa nota na redação é essencial para se sair bem no exame. O professor de português Erik Anderson explica que só é permitido cometer, no máximo, dois desvios e somente uma falha na elaboração do texto, se o aluno deseja atingir nota 1000 na redação.
O desvio corresponde ao desrespeito à gramática normativa. Já a falha é uma espécie de “tropeço” ligado à estrutura sintática: na construção da frase, da oração e do período. Ele explica que o peso da falha é maior que o do desvio porque a falha compromete a fluência, provocando lacunas estruturais na redação.
Como exemplo, Erik Anderson explica: “Se ele escreve: ‘O governo deve investir em educação. Para melhorar os índices de escolaridade da população’, comete uma falha, uma vez que o uso do ponto isolou a oração subordinada da oração principal no período. Se você ler só essa segunda parte, vai perceber que ela não tem sentido completo, pois é parte da oração anterior. Nesse caso, ele poderia usar a vírgula ou não, mas nada de ponto”.
Já o desvio diz respeito a quatro aspectos: convenção escrita (acentuação, hífen, ortografia, separação silábica); gramatical (regência, pontuação, concordância, colocação pronominal crase); escolha de registro, optando-se pela formalidade escrita (deve-se evitar coloquialismos, gírias, palavras incompletas como “tá”, no lugar de “está”); e escolha vocabular (aqui é preciso ter muito cuidado com palavras parecidas como “inflação” e “infração”).
Os desvios mais comuns são as omissões de acento gráfico ou seu emprego indevido; concordância verbal quando o sujeito está deslocado; erro no emprego do acento grave; e o uso recorrente de expressões como “afim de” no lugar de “a fim de”, com a ideia de finalidade. Entre as falhas mais comuns, o professor cita o uso equivocado do ponto.
Segundo ele, para evitar desvios é importante revisar os tópicos gramaticais relativos à competência um e praticar a produção, sempre acompanhada de uma revisão atenta antes da versão final do texto. Já para não cometer erros de falha, o aluno precisa estar atento às orações coordenadas e subordinadas, observando se as estruturas estão completas.
Fonte: G1

