O laudo elaborado pelo Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Campina Grande atestou que Viviane Rodrigues de Souza, de 31 anos, morta na última segunda-feira, 23, pelo filho, um adolescente de 15 anos, foi atingida por um total de 39 facadas. O golpe mortal teria sido no coração, com uma perfuração de cerca de 4 centímetros. O crime aconteceu na casa da vítima, na rua Eulália Rezende de Lira, no bairro de Bodocongó, em Campina Grande e causou comoção em todo o Estado. A vizinhança ouviu os gritos de Viviane que tentava fugir do filho e dizia que o amava, apesar de estar sendo esfaqueada.
“Ela chegou a ser socorrida com vida para o hospital, mas foi atingida por todas as partes do corpo acima do tórax. Algumas das lesões são características da tentativa de defesa: as das mãos, mas ela foi atingida na cabeça e teve um golpe preciso e com força no coração. No crânio, o golpe chegou a arranhar o osso da cabeça. Foi desferido com muita força”, explicou Márcio Leandro, diretor do Numol de Campina Grande.
A mãe de Viviane contou que ela tinha medo do filho e que apesar de não morar com a mãe o rapaz tinha as chaves da residência e frequentemente ia pedir dinheiro. Temendo por sua integridade física, Viviane foi dormir algumas noites na casa da mãe.
O adolescente, que é dependente químico desde os 12 anos, foi apreendido pouco tempo depois de matar a mãe, confessou o assassinato e disse que suspeitava que Viviane tivesse envolvimento com a morte do pai, tese descartada pela polícia e também pela família. Suspeita-se que o jovem tenha cometido o homicídio porque queria dinheiro e a mãe, desempregada, não tinha como lhe atender.
Fonte: ParlamentoPB


