Terminado o Campeonato Brasileiro de futebol e outras competições, um personagem chamou minha atenção: Luiz Alberto Soares, internacional uruguaio, jogador de Copa do Mundo, que abrilhantou o último campeonato brasileiro defendendo o Grêmio.
Ao ver “Luizito” despedindo-se do Grêmio, notei o apego e carinho da torcida gremista por sua maior estrela. Soares fez-me relembrar momentos em que os jogadores vestiam a camisa não apenas por questões monetárias, mas também por respeito aos torcedores e à história do clube.
Com diversas lesões ao longo de sua vitoriosa carreira, Soares nunca se deixou levar pelo status de estrela, mantendo sua marca e habilidade. O uruguaio de família humilde demonstrou desde cedo que, com esforço, poderia alcançar o brilhantismo atual.
Soares, com apenas 19 anos, mostrou talento e resiliência no futebol holandês, e logo o Liverpool o levou para o futebol inglês. Brilhou no Liverpool e, em 2014, o Barcelona pagou 83 milhões de euros por sua veia goleadora, apelidando-o de “El Pistoleiro”.
Ao lado de Messi e Neymar, formou o trio MSN sob o comando de Pep Guardiola, encantando o mundo com seu futebol ofensivo e técnico. Soares, ídolo uruguaio, nunca revindicou feitos, inclusive sendo o maior artilheiro da seleção uruguaia.
Sua despedida do Grêmio foi emotiva, tornando-se uma coqueluche do clube. Mesmo com dores no joelho, honrou o contrato, mostrando talento, respeito e paixão.
Obrigado, Soares, por sua aula e exemplo no futebol brasileiro, destacando que é possível ser profissional sem ser exclusivamente mercenário. Termino com a frase de Miguel de Cervantes: “A perseverança é a mãe da boa sorte.”
Por Júnior Belchior
