Sexta-feira, 01 de Maio de 2026
logo
  • Destaques
  • Pombal
  • São Bento
  • Política
  • Brasil
  • Policial
  • Colunistas
    • Colunista Gustavo Moreira
    • Colunista Heron Cid
    • Colunista Junior Belchior
    • Colunista O Introspectivo
    • Colunista Rui Leitão
    • Colunista Sidharta Neves
  • Contato
logo
  • Destaques
  • Pombal
  • São Bento
  • Política
  • Brasil
  • Policial
  • Colunistas
    • Colunista Gustavo Moreira
    • Colunista Heron Cid
    • Colunista Junior Belchior
    • Colunista O Introspectivo
    • Colunista Rui Leitão
    • Colunista Sidharta Neves
  • Contato

O DISCURSO QUE MUDOU A HISTÓRIA DO BRASIL

Publicado em: 4 de setembro de 2023 por Redação
COMPARTILHAR
Facebook
Twitter
Pinterest
Whatsapp
Whatsapp
O DISCURSO QUE MUDOU A HISTÓRIA DO BRASIL

O jornalista Márcio Moreira Alves, deputado integrante do MDB da Guanabara, e autor do livro “Torturas e Torturados”, tornou-se um personagem importante da história política nacional, nos anos da ditadura militar. O Brasil, nos dias que antecediam o 7 de setembro de 1968, vivia um clima tenso, em razão das manifestações públicas de protesto ao regime de força que se instalara desde 1964. A juventude estudantil se afirmava como porta voz da insatisfação popular ante o governo autoritário que os militares estavam impondo à sociedade brasileira, recebendo o apoio de intelectuais, religiosos, artistas e do povo em geral.

Havia uma expectativa muito grande em relação às comemorações do Dia da Independência, quando os militares procuravam acender o sentimento cívico nacional, estimulando participação patriótica dos colégios nos desfiles de 7 de setembro. As lideranças estudantis enxergavam nesse evento a oportunidade de expressar o repúdio coletivo ao regime, tirando o brilho das marchas comemorativas da data e provocando os ditadores.

Essa intenção ganhou força a partir do discurso histórico proferido pelo deputado Márcio Moreira Alves, na Câmara Federal, no dia 2 de setembro de 1968, sugerindo o boicote às comemorações do 7 de setembro. Ele fazia um apelo aos pais para que não permitissem que os filhos desfilassem no Sete de Setembro ao lado de militares “carrascos” e que as moças não dançassem com cadetes no baile da Independência. Não imaginava o deputado, que aquele pronunciamento mudaria a história política nacional. O discurso teve pouca repercussão, mas os ministros militares o consideraram uma ofensa às Forças Armadas. Instalava-se, a partir dele, a crise que culminaria com a edição do AI-5.

A Procuradoria Geral da República decidiu solicitar ao Supremo Tribunal Federal a cassação do parlamentar por “uso abusivo do direito de livre manifestação e pensamento e injúria e difamação das Forças Armadas”. O processo, no entanto, para ser aberto, necessitava da autorização da Câmara dos Deputados. A maioria dos parlamentares, inclusive da Arena, resistiu à proposta de conceder licença para dar sequencia ao processo de cassação, com o plenário confirmando a negação no dia 12 de dezembro, após ouvir o discurso de defesa do deputado. Antes da manifestação da Câmara ele afirmou: “Apagado o meu nome, apagados os nomes de quase todos nós da memória de todos os brasileiros, nela ficará, intacta, a decisão que em breve a Câmara tomará. Não se lembrarão os pósteros do deputado cuja liberdade de exprimir da tribuna o seu pensamento é hoje contestada. Saberão, todavia, dizer se o Parlamento a que pertenceu manteve a prerrogativa da inviolabilidade ou se dela abriu mão”. Naquela memorável sessão, presidida pelo mineiro Bonifácio Andrada, mais conhecido por Zezinho Bonifácio, 216 deputados votaram contra o pedido de licença para processar o parlamentar, 141 a favor e 12 se abstiveram. O governo do general Costa e Silva usou o episódio para baixar o AI-5 na sexta feira, 13 de dezembro e escancarar a ditadura.

O deputado, a pedido dos ministros militares, foi processado com base na Lei de Segurança Nacional, ainda que a Constituição Federal de 1967, em seu artigo 34 previsse que deputados e senadores eram “invioláveis no exercício de mandato, por suas opiniões, palavras e votos”, e no parágrafo primeiro, dizia que os membros do Congresso Nacional não poderiam ser presos “salvo flagrante de crime inafiançável, nem processados criminalmente, sem prévia licença de sua Câmara”. Cassado pelo AI-5, deixou clandestinamente o país ainda em dezembro de 1968, e só voltou em 1979, com a anistia. Foi, sem dúvida, um dos políticos mais enfáticos no enfrentamento da ditadura, chegando a proclamar em um dos seus pronunciamentos: “O que este regime militar fez no Brasil foi transformar cada farda em objeto da execração do povo, transformando as Forças Armadas em valhacouto de bandidos”. Era um defensor intransigente da democracia.

Rui Leitão

Compartilhe

Mais Notícias

  • Nabor: Republicanos cobrará, a filiados, ‘alinhamento’ e voto na chapa governista

  • Mãe denuncia falta de bebedouro adequado na Escola Vida Nova e pede visita da gestão em Pombal

  • Gilbertinho é cotado para assumir comando político da 13ª Regional de Educação em Pombal

Mais lidas

Variedades 19 de março de 2020

Estudo: Coronavírus não foi criado em laboratório

Colunista Joaci Júnior 8 de fevereiro de 2021

Uma estrela ainda mais solitária!

17 de outubro de 2019

Correio Braziliense destaca trabalho de Ruy por Médicos pelo Brasil

logo

Menu

  • Política de privacidade
  • Contato
  • Brasil
  • Colunistas
  • Paraíba
  • Policial
  • Política
  • Variedades

Mais acessadas

Variedades 19 de março de 2020

Estudo: Coronavírus não foi criado em laboratório

Colunista Joaci Júnior 8 de fevereiro de 2021

Uma estrela ainda mais solitária!

17 de outubro de 2019

Correio Braziliense destaca trabalho de Ruy por Médicos pelo Brasil

Institucional

  • Anuncie :
    [email protected]
Copyright © 2026 Política Paraibana. Todos os direitos reservados.
Logo Visual Midia
Usamos cookies em nosso site para fornecer a experiência mais relevante, lembrando suas preferências e visitas repetidas. Ao clicar em “Aceitar”, você concorda com o uso de TODOS os cookies. No entanto, você pode visitar "Configurações" para fornecer um consentimento controlado.
ConfiguraçõesAceitar
Gerenciar consentimento

Visão geral da política de privacidade

Este site usa cookies para melhorar a sua experiência enquanto navega pelo site. Destes, os cookies que são categorizados como necessários são armazenados no seu navegador, pois são essenciais para o funcionamento das funcionalidades básicas do site. Também usamos cookies de terceiros que nos ajudam a analisar e entender como você usa este site. Esses cookies serão armazenados em seu navegador apenas com o seu consentimento. Você também tem a opção de cancelar esses cookies. Porém, a desativação de alguns desses cookies pode afetar sua experiência de navegação.
Funcional
Os cookies funcionais ajudam a realizar certas funcionalidades, como compartilhar o conteúdo do site em plataformas de mídia social, coletar feedbacks e outros recursos de terceiros.
Performance
Os cookies de desempenho são usados ​​para entender e analisar os principais índices de desempenho do site, o que ajuda a fornecer uma melhor experiência do usuário para os visitantes..
Analytics
Cookies analíticos são usados ​​para entender como os visitantes interagem com o site. Esses cookies ajudam a fornecer informações sobre as métricas do número de visitantes, taxa de rejeição, origem do tráfego, etc.
Publicidade
Os cookies de publicidade são usados ​​para fornecer aos anúncios anúncios e campanhas de marketing relevantes. Esses cookies rastreiam visitantes em sites e coletam informações fornecer anúncios personalizados.
Outros
Outros cookies não categorizados são aqueles que estão sendo analisados ​​e ainda não foram classificados em uma categoria.
Necessário
Os cookies necessários são absolutamente essenciais para o funcionamento adequado do site. Esses cookies garantem funcionalidades básicas e recursos de segurança do site, de forma anônima.
SALVAR E ACEITAR