A verdade inquestionável é que os grandes homens não morrem. Ao desaparecerem fisicamente do nosso convívio, permanecem em nossas memórias como exemplos de dignidade, por suas biografias como pessoas públicas e como personalidades que deixaram um legado que honra os que tiveram a felicidade de conhecê-los pessoalmente.
É o caso do ex-governador José Maranhão, cujo aniversário de morte foi lembrado na data de ontem. Sou dos que puderam conviver com esse que foi um dos mais respeitados e vitoriosos homens públicos de nossa Paraíba. Dedicando quase 70 anos de sua vida ao exercício da atividade política, tendo sido Deputado Estadual, Federal, Vice-Governador, Senador e Governador da Paraíba. Mostrou-se um vitorioso, não só na atividade política, mas também no campo empresarial. Recebi dele a confiança em exercer funções públicas nas vezes em que ocupou o governo do estado. Aprendi muito com ele.
A sua história de vida jamais será esquecida. Sempre teve, ao longo de sua trajetória, a consciência plena do dever ético em todas as missões importantes que lhe foram confiadas pela população paraibana. A todo tempo demonstrou sua inteira disponibilidade em servir o povo conterrâneo, exercendo o poder com competência e abnegação.
O dia de ontem não foi apenas um momento de saudades, mas a oportunidade de prestarmos um preito de gratidão por tudo o que ele fez pela Paraíba e pelo Brasil. Que a boa política por ele praticada, sirva de referência para tantos quantos se dedicam a dar continuidade ao trabalho em favor do povo paraibano que ele desenvolveu em vida.
Há dois anos atrás quando a Paraíba lhe prestava as últimas homenagens por ocasião do seu sepultamento, o Governador João Azevedo assim se expressou, definindo a personalidade do ilustre conterrâneo:
“José Maranhão deixa um legado de correção e de respeito às pessoas. Ele foi um exemplo de como se fazer política sem radicalismo, extremismo e com respeito aos adversários. Ele também deixou um conjunto de obras e a história dele ficará marcada na Paraíba”, comentou.
Tem uma frase, da qual não sei quem é o autor, que diz bem sobre a memória dos grandes homens : “ídolos não morrem, viram lendas”. Ao passar para outra dimensão, José Maranhão, entre nós tornou-se imortal. Guimarães Rosa já dizia que: “O mundo é mágico: as pessoas não morrem, ficam encantadas… a gente morre é para provar que viveu”. Ele continuará vivo nos nossos corações e nas nossas lembranças, ao deixar uma herança de honradez, respeitabilidade e grandeza de espírito.
A melhor forma de homenageá-lo é seguir adiante com a obra que ele iniciou.
Rui Leitão



