Em entrevista coletiva com a imprensa nesta segunda-feira (26), a Polícia Civil informou que o padre José Gilmar, pároco da Paróquia Santa Teresinha, no bairro do Roger, em João Pessoa, mudou versão de sequestro e afirmou que mentiu em relação ao sumiço. Segundo os delegados, o padre chegou a dizer que queria dizer que iria cometer suicídio.
“Até o dia 16 de outubro, que ele apresentou essa versão de que havia sido sequestrado e que havia sido mantido em cativeiro. A Delegacia de Homicídios já tinha informações suficientes de que essa versão apresentada por ele não condizia com a verdade. Mas tivemos mais uma semana para trabalhar. Em parceria com dr Victor foi conduzida para dar continuidade a essa investigação”, afirmou a delegada.
Ainda de acordo com a delegada, alguns fatos chamaram a atenção. “Ele diz que sai da paróquia em direção a uma casa de velório conhecida e que lá ele chega a encomendar, fazer algumas orações relacionadas ao ato do velório e do encaminhamento do morto para sepultamento. A gente entrou em contato com a casa mortuária e levantamentos todos os velórios que foram feitos naquele dia. Entramos em contato com todos os familiares e contaram que ele não compareceu em nenhum dos velórios. Diante desse fato, nós robustecemos as informações que nós tínhamos e aí diante de outras diligências agendamos uma nova oitiva para o padre”, frisou.
Na oitiva, foram quatro horas de depoimentos e o padre explanou tudo o que a Polícia Civil já tinha conhecimento e para a delegada parece ser o condizente com o sumiço do religioso. “Segundo ele, sai transtornado da paróquia com a finalidade de dar cabo a própria vida com um afogamento. Fala que é uma pessoa que não sabe nadar muito bem e indo para um mar muito revolto e lá da área de Coqueirinho ele vai conseguir atingir o considerado dele”, frisou.
O padre José Gilmar desapareceu no dia 13 de outubro e foi encontrado no dia 16 de outubro. Ele saiu por volta das 11h30 da terça-feira, mas às 12h19 havia enviado uma mensagem de ‘Socorro’, via Whatsapp, para um irmão vicentino que reside na mesma casa paroquial. No entanto, a mensagem só foi visualizada às 15h e o telefone celular já estava desligado. Informações recebidas pelo Portal, o veículo foi encontrado pela Polícia Militar.
Fonte: ClickPB

