Faltando um ano e poucos dias, para as eleições municipais os nomes dos prováveis pré-candidatos já estão sendo postos às mesas para que sejam avaliadas suas possibilidades e suas forças perante o eleitorado local. As eleições de 2024 serão a base para as de 2026 como tem sido assim desde muito tempo. As cidades polarizadas pela região metropolitana de João Pessoa, e demais cidades como, Campina Grande, Patos, Pombal, Souza e Cajazeiras terão papel fundamental na eleição para governador aqui no Estado. Na região metropolitana de João Pessoa nomes como do ex-apresentador e candidato por 2 vezes Nilva Ferreira, os deputados federais Rui Carneiro e Cabo Gilberto, o ex-deputado federal Pedro Cunha Lima, o deputado estadual Walber Virgulino, o prefeito e virtual concorrente à reeleição Cícero Lucena, são as peças que deverão ir para o embate eleitoral ano que vem e não esquecendo do ex-candidato ao Senado em 2022 o pastor Sérgio, que deverá compor chapa com algum nome citado acima.
As eleições municipais darão o mote para o que virá na eleição para o governo, visto que será uma das mais acirradas eleições municipais já vistas em nossa capital e que deverá respingar nas cidades da nossa região metropolitana e das principais cidades do nosso estado. Na nossa capital administração tem dado sinais de enfraquecimento, pois não conseguiu cumprir com sua agenda de obras prometidas na sua campanha. A cidade tem enfrentado diversos problemas de infraestrutura sejam elas viárias como obras de asfaltamento, calçamento, obras na parte de mobilidade urbana, como exemplo o melhoramento do transporte público. Na saúde a gestão Cícero Lucena tem deixado o cidadão pessoense na UTI, causando colapso e constrangimento naquele que procura hospitais e postos de atendimento até mesmo para uma simples consulta. Na educação são inúmeros outros problemas relacionados, escolas com obras inacabadas, professores mal remunerados, fardamento de péssima qualidade, além do material escolar conseguir ser pior.
Enumerar as falhas da gestão atual da capital daria uma novela-pastelão mexicana. Um governo sem rumo, sem prumo, sem direção, uma Câmara Municipal sem oposição, portanto sem fiscalização, causando toda essa confusão.
É meus amigos a cidade de João Pessoa capital de todos os paraibanos, queridinha do nordeste, menina dos olhos do turismo, bola da vez da construção civil, precisa de alguém lúcido e sóbrio para comandar os seus destinos. A marca da gestão Cícero Lucena notadamente é aquela em que ele ainda não saiu da década de 1990, quando iniciou seu primeiro mandato. Embora vejamos o cidadão que se diz prefeito de nossa capital de posse deu uma iPad querendo mostrar que está conectado, na realidade está totalmente descompassado do progresso que a tecnologia poderia trazer para João Pessoa.
Em Campina Grande, Bruno Cunha Lima tem enfrentado os mais diversos obstáculos para se firmar como virtual candidato à reeleição na rainha da Borborema. Não é à toa que agora, nas festividades juninas o ex-prefeito e deputado federal Romero Rodrigues esteve afastado, não participando ao lado daquele que ele elegeu de um momento tão especial: os 40 anos do São João de Campina Grande, que nem mesmo Cássio Cunha Lima endossador da candidatura do primo Bruno participou das festividades no Parque do Povo, demonstrando assim talvez uma insatisfação com os rumos políticos da cidade.
Patos, Pombal, Sousa e Cajazeiras, são outras cidades importantíssimas para o cenário estadual e a eleição do ano que vem trará a partir delas, a montagem do tabuleiro de xadrez político para 2026. O Sertão do nosso estado sempre ofertou a Paraíba grandes nomes para administrá-la como por exemplo Wilson Braga, Antônio Mariz, João Agripino, Ernani Sátiro, são alguns nomes desta região que fizeram história na nossa política, assim como o Brejo, Curimataú e Cariri.
É navegantes, 2024 será um ano de muitas mudanças políticas, mesmo que os condutores não mudem, mas suas votações serão aquém do esperado pelos mesmos, mas este velho é ao mesmo tempo novo aventureiro nas águas da web, tenho minhas dúvidas de que não teremos mudanças profundas a partir das eleições municipais do ano que vem, mediante tudo o que estamos observando na política nacional, na falta de compromisso com aqueles que gestam o cenário político que são os municípios. Estamos vendo agora caravana de prefeitos rumo a capital federal na busca de soluções para pagamento de suas obrigações correntes que foram drasticamente subtraídas e não estão enxergando uma saída para este imbróglio causado pelo Palácio do Planalto.
Muita coisa ainda acontecerá, muitos fatos ainda serão narrados, muitos atores aparecerão e desaparecerão, e estaremos aqui de olho para traduzir e levar a melhor informação impossível para o nosso leitor, mesmo que ainda não tenha desenvolvido uma inteligência artificial, mas a natural a cada dia que passa busco melhorar, para que não possa ser enganado com uma tapinha nas costas e discursos bonitos, porque políticas públicas devem ser levadas a sério e não enganadas na brincadeira.
PS: não esqueci dos nossos senadores, do governador e do seu vice. Ficará para a próxima coluna.
Até a próxima.
Para finalizar a coluna de hoje quero mandar um abraço aos amigos aqui da capital do nosso Estado:
Júnior Belchior, Ramon lá da nossa Mangabeira e o amigo que está distante em terras do Centro-Oeste, Júnior Nascimento um abraço a todos.



