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PT oficializa candidatura de Lula à Presidência nesta quinta-feira

Publicado em: 21 de julho de 2022 por Redação
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PT oficializa candidatura de Lula à Presidência nesta quinta-feira

Sem a presença do candidato, que cumpre um roteiro de pré-campanha em Pernambuco, a federação partidária Brasil da Esperança — formada por PT, PC do B e PV — formaliza nesta quinta-feira (21) a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (SP) a presidente da República.

Será a sexta tentativa de Lula de chegar à Presidência — nas outras cinco, foi derrotado em três (1989, 1994 e 1998) e venceu em duas (2002 e 2006). Na última, disputou o segundo turno contra o atual companheiro de chapa, o ex-governador Geraldo Alckmin, então no PSDB e hoje no PSB.

Lula será o primeiro candidato a presidente de uma federação partidária. A modalidade de aliança, criada em 2021, consiste na união de dois ou mais partidos que, de acordo com a legislação, têm de atuar juntos — como se fossem um único partido — por pelo menos quatro anos.

Nesta quinta, PT e PV realizam as próprias convenções — o PC do B fez na véspera. Logo após os encontros de PT e PV, os três partidos se reúnem para a convenção da federação, no mesmo local onde ocorrerá o encontro do PT, em um hotel no centro de São Paulo.

“Como o presidente vai estar em Pernambuco, vamos fazer um encontro protocolar. A decisão já é conhecida de todos — a chapa e a coligação com os outros partidos”, explicou a presidente do partido, Gleisi Hoffmann.

O calendário estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê o período entre 20 de julho e 5 de agosto para a realização das convenções partidárias. Após os encontros, os partidos estão aptos a registrar a candidatura no TSE – último passo para a oficialização do candidato, que se encerra em 15 de agosto.

Convenções

Durante a convenção nacional do partido nesta quinta (21), o PT vai

  • confirmar e indicar o nome de Lula como candidato da federação a presidente;
  • aprovar a indicação de coligação com PSB, Solidariedade e a federação PSOL-Rede;
  • aprovar a indicação de Geraldo Alckmin como candidato da federação a vice-presidente.

Sem Lula

Com programação de pré-campanha em Recife (PE), o ex-presidente não participará presencialmente da convenção nacional do PT, que, entre outros pontos, vai formalizar a participação da federação Brasil da Esperança em uma aliança maior – coligação – com outras siglas que apoiarão a candidatura Lula (PSB, a federação PSOL-Rede e o Solidariedade).

A coligação consiste na união de dois ou mais partidos e pode ser desfeita após as eleições. Essa modalidade de aliança é permitida somente nas eleições majoritárias, como as de governador e presidente.

Em 2018, Lula também não participou do evento no qual o PT confirmou sua candidatura à Presidência. Na ocasião, ele estava preso após condenação em segunda instância no caso do tríplex do Guarujá (SP), mas enviou uma carta, lida pelo ator Sérgio Mamberti.

O partido chegou a registrar a candidatura de Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas o pedido foi indeferido pelo TSE em razão da condenação que o tornou inelegível, segundo a Lei da Ficha Limpa. Por isso, ele foi substituído pelo então candidato a vice, Fernando Haddad, que neste ano disputa a eleição para governador de São Paulo pelo PT.

Três anos depois, em 2021, uma decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou condenações proferidas pela Justiça Federal do Paraná no âmbito da Operação Lava Jato e, com isso, o ex-presidente voltou a ser elegível.

Trajetória política

Nascido em Garanhuns (PE), Luiz Inácio Lula da Silva trabalhou, em São Paulo, como ambulante, engraxate, ajudante de tinturaria e torneiro mecânico. Aos 17 anos, em 1964, sofreu acidente de trabalho, no qual perdeu o dedo mínimo da mão esquerda.

Lula iniciou a trajetória no movimento sindical em 1966. Em 1975, foi eleito presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema.

1980 – Em fevereiro, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores, o PT. Em 19 de abril do mesmo ano, foi preso por 31 dias devido à atuação na liderança de movimentos grevistas no ABC Paulista.
1982 – Acrescentou o apelido “Lula” ao nome original. No mesmo ano, pelo PT, candidatou-se ao governo de São Paulo e ficou em quarto lugar.
1986 – Foi eleito deputado constituinte por São Paulo, o mais votado do Brasil. Disputou a Presidência pela primeira vez em 1989, derrotado por Fernando Collor de Mello (PRN) no segundo turno.
1994 – Disputou novamente a Presidência e perdeu, em primeiro turno, para Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
1998 – Tentou mais uma vez a eleição presidencial e foi derrotado novamente por FHC.
2002 – Foi eleito presidente da República após disputar o segundo turno contra José Serra (PSDB).
2006 – Reeleito ao derrotar Geraldo Alckmin (à época no PSDB) no segundo turno.
2010 – Conseguiu eleger a sucessora, Dilma Rousseff (PT), ministra de duas pastas nos governos Lula: Ministério de Minas e Energia e Casa Civil.
2014 – Lula descartou disputar o Planalto e anunciou apoio à reeleição de Dilma.
2017 – Em julho, foi condenado a nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.
2018 – Em abril, teve a prisão decretada pelo então juiz Sergio Moro e, alguns dias depois, se entregou à Polícia Federal após um ato na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. O PT registrou a candidatura de Lula a presidente, mas a Justiça Eleitoral indeferiu. O candidato a vice na chapa, Fernando Haddad, disputou a Presidência e perdeu no segundo turno para Jair Bolsonaro.
2019 – Deixa a prisão em Curitiba após 1 ano e 7 meses de prisão, beneficiado por decisão do STF que reconheceu o direito de réus condenados responderem em liberdade até o julgamento do último recurso.
2021 – Uma decisão do ministro do Supremo, Edson Fachin, anulou as condenações e tornou Lula elegível. Na decisão, Fachin considerou que a 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelos casos da Lava Jato relacionados à Petrobras, não era a instância competente para julgar Lula — para o ministro, as acusações ao ex-presidente não tinham relação direta com a Petrobras. Em abril do mesmo ano, o plenário do Supremo confirmou a decisão e enviou os processos para a Justiça Federal do Distrito Federal.

 

Fonte: G1

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