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UNE – UM EXEMPLO DE RESISTÊNCIA POLÍTICA NA DITADURA – Por Rui Leitão

Publicado em: 2 de setembro de 2024 por Redação
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UNE – UM EXEMPLO DE RESISTÊNCIA POLÍTICA NA DITADURA – Por Rui Leitão

É sempre através da juventude estudantil que a renovação política se estabelece, tendo a escola como importante agente de transformação social. Os Jovens estiveram na vanguarda das lutas democráticas em todo o mundo. No Brasil esse movimento político teve na UNE – União Nacional dos Estudantes, a construção de uma história de lutas pela democracia, liberdade e justiça social.

Fundada em 11 de abril de 1937 passou a ser a entidade máxima dos estudantes brasileiros. Seu primeiro presidente oficial foi o gaúcho Valdir Borges, eleito em 1939. Porém, quando da instauração da ditadura militar em nosso país, uma de suas primeiras ações foi metralhar e incendiar sua sede, no Rio de Janeiro, na noite do dia 31 de março de 1964. A partir de então foi desenvolvida uma perseguição que resultou na prisão, tortura e execução de centenas de estudantes. Na época era presidida por José Serra, que, inclusive, havia sido um dos oradores do Comício da Central do Brasil, poucos dias antes do golpe. A Lei Suplicy de Lacerda a colocou na ilegalidade, permanecendo dessa forma por 20 anos, até quando foi aprovado pelo Congresso Nacional o projeto, de autoria do deputado e ex-presidente da UNE Aldo Arantes, que a tirava da clandestinidade.

Mesmo tendo sua entidade na ilegalidade, os estudantes se organizaram a nível nacional, no ano de 1968, num movimento deflagrado com o assassinato do estudante Édson Luís, no Rio de Janeiro. Foi um ano de muita efervescência política, com a juventude nas ruas protestando contra o regime ditatorial em vigência. Em outubro tentaram realizar o 30º. Congresso Nacional da UNE, de forma clandestina, no sítio Ibiuna , em São Paulo, com participação de mais de mil estudantes vindos de todos os estados do Brasil. O local foi invadido por 400 pollciais prendendo quase todos com base na Lei de Segurança Nacional. Dentre eles muitos paraibanos. A politização crescente do movimento estudantil fez com que passasse a ser motivo de preocupação cada vez maior nos círculos militares, concorrendo para que em dezembro fosse editado o AI-5 – Ato Institucional número 5, quando se iniciou um período de punições mais severas com o objetivo de desmobilizar o movimento.

Em 1972, seu presidente Honestino Guimarães foi sequestrado e morto, assim como outros dirigentes estudantis que sofreram torturas e alguns desapareceram sem que até hoje se tenha notícia deles. A heróica luta de resistência foi, então, destroçada pela repressão violenta. Porém, no ano de 1977, os estudantes voltaram às ruas promovendo grandes passeatas, culminando com a realização do chamado “Congresso da Reconstrução”, acontecido em Salvador, em 1979, marcando o fim de seis anos sem a eleição de uma diretoria de forma direta, oportunidade em que foi eleito presidente o baiano Rui César Costa Silva.

Em represália, o presidente João Figueiredo mandou demolir o prédio da UNE na Praia do Flamengo, o mesmo que havia sido invadido e incendiado na noite do Golpe de 64. Houve uma reação dos estudantes numa manifestação pública, na cidade de Piracicaba, São Paulo, que contou com a presença do então sindicalista Luis Inácio Lula da Silva, sendo reprimida pelas forças opressoras do governo. Três anos depois o governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, cede à UNE o casarão da Rua do Catete, 234, onde passou a funcionar. A devolução definitiva do prédio da Praia do Flamengo só veio a acontecer em 1994, por decisão do presidente Itamar Franco. O presidente Lula, ao final do seu segundo mandato, em 2010, lançou, no local, a pedra fundamental para as obras de reconstrução da nova sede da entidade.

A UNE participou intensamente de vários episódios da história política do Brasil, desde a sua fundação no ano de 1937. Mas foi nos chamados “anos de chumbo” que ela se destacou pela resistência ao golpe civil-militar de 1964 e à ditadura que se instalou na sequência dos fatos, alçando a um papel bastante ativo em nível nacional. Essa história não pode ser apagada.

 

Rui Leitão

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