Se existe algo na vida, que eu posso falar com propriedade é sobre política. A experiência me deu esse direito e os ensinamentos das diversas lideranças do estado, endossam essa condição. São vinte e cinco anos e treze campanhas seguidas.
Muita gente pensa, que o político é amante do poder, é uma meia verdade, na verdade, o político é amante da vaidade que o poder lhe traz. Pode fazer um teste de memória e pegar como exemplo os “santinhos” dos candidatos, a maioria deles vem com Photoshop para rejuvenescer pelo menos uma década e meia. Se isso não for vaidade, pare o trem, que eu vou descer.
A vaidade não dá só em político, dá em qualquer profissão onde haja exposição de imagem pessoal como nesses influencers, que na frente da câmera, cortam seus cabelos, fazem unha, mudam de roupa, comem de tudo, fazem o que for possível para alcançar o estrelato.
Quem infelizmente não tem personalidade se deixa levar, chega em casa e faz tudo errado.
Não estou falando mal dos influencers, afinal, cada um faz o que deseja e ninguém tem nada a ver com isso, mas, como é público, é nos dado o direito de crítica.
Eu mesmo tenho meu canal no YouTube, são cinco mil abençoados inscritos, que gostam das besteiras que eu ensino por lá. Vaidade eu não tenho, até porque no vídeo consigo a proeza de me atrapalhar todo, erro na explicação, gaguejo e o vídeo ao invés de editar nunca o faço, só gravo uma vez e seja o que Deus quiser.
Poder e vaidade andam de mãos dadas, são irmãos siameses, têm uma relação estreita entre si e uma simbiose fantástica.
A vaidade no meio político é algo nunca visto, sem generalizar logicamente, porém, prestem atenção quando é chegado a hora de escolher o candidato X ou Y para concorrer a um cargo executivo, é uma verdadeira guerra de egos numa questão que seria facilmente resolvida mediante pesquisa qualitativa e quantitativa.
Já presenciei e ouvi cenas lamentáveis, graças a Deus, nunca no partido que sou filiado há vinte e três anos, entretanto em alguns outros, pude presenciar discussões de não se acreditar no que foi dito, tamanho ataque violento a companheiros de legenda.
É um caos e isso tem uma razão e apenas uma, VAIDADE, maldita vaidade de um querer ser mais poderoso que o outro, na disputa ignorante onde muitas vezes o próprio partido já entra em campo dividido.
Porém, a guerra continua, a primeira batalha foi ganha, mas não acabou. Agora, é preciso tentar, que os candidatos de outros siglas partidárias, desistam para lhe apoiar.
Adentramos, dessa vez numa batalha sem regras, filme da Netflix perde de goleada, é tudo pela vaidade, pelo ego inflado e pela sistemática busca de poder.
A vaidade, se faz presente até nas escolas, existe disputa para ver quem tem a melhor nota, quem tem o caderno mais bonito, o lápis mais caro e o estojo mais bacana. O capitalismo desenfreado criou essa cultura.
Nossas crianças, já começam deste cedo apelidando essa arte de competição que, na verdade, é a vaidade travestida de uma palavra elegante.
O poder às vezes é diferente, a pessoa gosta de exercê-lo, mas não quer aparecer e nem faz alarde por causa disso. Esses são os verdadeiros “poderosos” sabem o que podem e o prazer reside justamente aí.
Não existe essa vaidade, essas pessoas não fazem questão de propaganda de exibicionismos, dos tais quinze minutos de fama, porque eles já estão satisfeitos com o poder que detêm.
Esse negócio de oba-oba, geralmente é o poderoso novato, que nunca comeu chocolate, quando come se lambuza.
Portanto, existe o poder, a vaidade e o poder com vaidade, todos três são cobiçados.
A sociedade é fã desse tipo de gente, tratam essas pessoas como semi-deuses, artistas de TV, seres perfeitos, tamanha a carência, que o povo tem em ter um herói para chamar de seu.
Particularmente, vejo isso com certa tristeza, apesar de já ter pensado dessa forma, mas graças a Deus acordei e herói só existe um, ele morreu no madeiro por todos nós, ele se sacrificou, foi humilhado, cuspiram-lhe no rosto, açoitaram-no, traíram-lhe, mas ele não recuou. Esse, sim, é herói, Jesus Cristo, todo resto a coadjuvante.
Termino sempre com uma frase, hoje escolhi uma frase de Machado de Assis: “A vaidade é um princípio de corrupção”.
Júnior Belchior


