Após bastante tempo sem assistir praticamente nada na TV aberta, fui ver o jogo do Flamengo contra o Corinthians semana passada e a TV ficou ligada com o domingão do Hulk.
Estava na já sofrida dança dos famosos, que basicamente pega uma pessoa que, já foi famosa ou alguém que está perto de ser e tenta com a dancinha reerguer o artista já bastante combalido ou em fase inicial da carreira.
É a mesma ladainha de muito tempo atrás, jurados convidados, que só lá estão para dar nota 10, rir e publicizar alguma coisa de suas carreiras. O júri técnico já fala bonito, ninguém em casa entende absolutamente nada, usam termos técnicos de dança e não tem viva alma, que saiba porque a diferença de um casal para o outro é de 0,1 pontos.
O diferencial vem do apresentador, no começo estranhei, esse negócio de domingão não cola em outra pessoa a não ser no Faustão, que, na Band vem fazendo um programa sem audiência, gastando milhões, com o filho de coadjuvante e o negócio completamente sem graça. Inclusive a notícia é que Faustão irá dar um tempo, ser demitido, na verdade, após o fracasso, mas para não ficar feio é umas férias, afinal esse pessoal não erra.
Apesar do nome não encaixar com Luciano Huck, ele traz coisas importantes que pude observar ao rever a atração dominical.
Huck, é mais simples, simpático, deixa as pessoas falarem e é mais humano que seu antecessor. Luciano, sempre vem com alguma ajuda para alguma pessoa, que está na plateia sem saber de nada. Só por esse gesto já merece mais atenção.
Huck, consegue transmitir compaixão, bondade e sendo ou não estratégia apelativa utilizando-se de um povo já tão sofrido para comover o telespectador, no pior dos cenários, ele ajudou alguém.
Fausto Silva, por sua vez, transmite até uma certa graça com uma piada ou outra, porém já está com a imagem cansada, não deixa ninguém falar e se tornou um martírio para o cidadão aguentar.
O domingão precisa trocar de nome e o Faustão na Band, realmente precisa de férias de no mínimo alguns anos. A imagem de Luciano Huck, cansa menos, ele tem mais simpatia e empatia, mas também já não é lá essas coisas. É preciso se reinventar.
Resumindo, vou continuar fora da TV aberta, a melhora é insignificante, os outros canais pouco ou nada acrescentam e a internet e os streamings seguem a passos largos na frente de uma programação televisiva chata, viciada, com poucas opções e cada vez mais cara, sobretudo pela quantidade de artistas de imagem cansada ganhando verdadeiras fortunas.
Ninguém mais aguenta assistir Xuxa, Angélica, Faustão, Datena, Huck, Mion, BBB, Ana Maria Braga e outras personalidades, que só de olhar, você já quer desligar a TV.
Graças a Deus o Galvão Bueno, também parou, tive medo dele querer narrar mais uma copa do mundo, o que seria trágico e insuportável na minha opinião.
Se não aparecer alguém, para mudar, dar mais dinâmica e fazer uma pequena revolução nessas programações, o fim a médio longo prazo será inevitável, ninguém aguenta tanta conversa besta que nada acrescentam durante o domingo.
Foi uma tarde dolorida essa minha, mas muito útil para saber que a TV aberta está a mesma porcaria de 20 atrás, só ensina imoralidades, compromisso zero, educação zero e gente despreparada aos montes.
Termino sempre com uma frase e hoje escolhi uma do Barão de Itararé: “A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana”.
Por Júnior Belchior


