A Anvisa anuncia a liberação da primeira fase dos testes clínicos com uso de polilaminina. A substância atua na regeneração da medula espinhal estimulando a reconexão de neurônios e busca promover a recuperação de movimentos em pacientes com lesões medulares.
A medida acontece após quase três anos do pedido de autorização ser feito a autarquia. Até então, a pesquisa dos membros da Universidade Federal do Rio de Janeiro, liderados pela bióloga Tatiana Coelho Sampaio, ainda estava em testes científicos.
O patrocinador do estudo clínico é a empresa Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda. O laboratório será responsável por selecionar, monitorar e acompanhar cinco voluntários que vão receber a substânca.
Os pacientes devem ter entre 18 e 72 anos, com perda total de movimento com quadros de paraplegia ou tetraplegia ocorridos há menos de 72 horas e com indicação cirúrgica. Os locais de realização ainda serão definidos pela empresa e informados à Anvisa.
Até o momento, pacientes que receberam a medicação entraram na justiça para ter acesso ao tratamento experimental.
O piloto de motocross Luiz Fernando Mozer, que vive no Espírito Santo e perdeu os movimentos ao ser atingido por outra moto, conseguiu contrair músculos do corpo após o tratamento.
No Rio de Janeiro, outro paciente, que caiu de uma sacada no segundo andar de um prédio, teve avanços depois de receber a substância.
Apesar de cumprir todas as decisões judiciais, os pesquisadores temem que o aumento das ações judiciais possa comprometer o avanço dos estudos.
No estudo clínico, será utilizada a laminina extraída de placenta humana. A laminina é a substância que forma a polilaminina.
O foco inicial do estudo é verificar a segurança do produto. A depender dos resultados da Fase 1, a pesquisa pode avançar para as etapas de Fase 2 e 3, que já têm o objetivo de comprovar a eficácia.
Caso todas as três etapas de análise sejam cumpridas, a polilaminina pode começar a ser produzida industrialmente.
Fonte: Band.com
Fonte: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil