O ex-governador Ricardo Coutinho e sua trupe, ainda comemoravam a decisão da sexta turma do STJ, tendo como relatora a ministra Laurita Vaz, que curiosamente mudou em uma semana seu entendimento sobre a operação calvário, quando no dia 14 do corrente mês negou um HC para o empresário Vladimir Neiva, e no dia 20 concedeu sobre a luz do mesmo caso, a liberdade ao ex-governador.
Em uma semana a ministra Laurita Vaz viu milagrosamente “fatos” para deixar o chefe da ORCRIM solto, que não havia visto na semana anterior para deixar um empresário de importância nitidamente menor da mesma forma.
Essa ginástica jurídica, pelo menos a mim, causou grandes questionamentos. Logicamente questionamentos de um curioso do direito, sem nenhuma formação na área, o que já tende a somar para que o entendimento da magistrada esteja correto.
O assunto em questão, todavia são as tornozeleiras eletrônicas que com toda a certeza, devem ferir a alma de quem se dizia o paladino da moralidade, guardião dos bons costumes, probo de nascença, limpo da cabeça aos pés e com uma vaidade gigantesca de transparecer o que nunca foi.
O povo da Paraíba e principalmente o de João Pessoa, cidade berço deste cidadão que enganou, mentiu e dilapidou a saúde da Paraíba (segundo o Gaeco, MPPB e TJPB), acordou de uma fantasia mentirosa e arquitetada dentro das secretarias de comunicação da PMJP e do Governo do estado durante seus governos.
A estratégia era simples, Ricardo tinha OBRIGATORIAMENTE que ser e parecer honesto e não apenas dizer, e assim foi feito por longos 14 anos, onde só quem não sabia disso, era a população que não era escravizada pelos mais de 200 blogs pagos para tal função. O trabalho fluiu mais organizado que um exército para não deixar a imagem do alcaide cair.
As tornozeleiras são a degradação maior que estavam faltando no currículo desse personagem dissimulado, cuja arrogância bate qualquer recordista na história deste estado.
Não sou a favor de tornozeleiras eletrônicas, me fazem lembrar as correntes e bolas negras de ferro que constituíam os grilhões daqueles apenados antes da humanização.
A tecnologia, hoje está muito mais avançada e algo como um relógio de pulso, pulseira ou mesmo um chip já poderiam ter sido implementados de maneira fácil e eficaz.
No caso citado, a humilhação é proporcional aos atos praticados, em alguns outros, é necessário algo menos chamativo.






