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Candidatos buscam dialogar e tentam atrair votos de público mais jovem. Professor de Marketing Político explica fenômenos nas redes sociais

Publicado em: 19 de agosto de 2022 por Redação
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Candidatos buscam dialogar e tentam atrair votos de público mais jovem. Professor de Marketing Político explica fenômenos nas redes sociais

No Brasil, cerca de 150 milhões de pessoas acessam as redes sociais, segundo dados do relatório Digital 2021, parceria entre We Are Social e a Hootsuite. O país é o terceiro do mundo que mais utiliza as plataformas. De acordo com estimativas, na Paraíba, esse número é de 3,6 milhões, sendo que 88% dos usuários possuem redes sociais, campo fértil para disseminação de conteúdo. De olho nesses canais, postulantes aos cargos públicos, começam a colocar em prática estratégias de marketing político.

Faltando um pouco mais de 1 mês para as eleições, conversamos com o Jornalista e Professor de Marketing Político, Rodolpho Raphael que falou da importância de os candidatos angariarem um forte engajamento e se tornarem conhecidos, principalmente pelo público mais jovem que cresceu consubstancialmente este ano. Importante ressaltar que em 2022, um dos maiores aumentos registrados foi no número de jovens entre 16 e 17 anos, cujo voto é facultativo.

Rompendo o ‘velho’ marketing político
O marketing político nas mídias sociais parte do pressuposto da criação de um relacionamento mais próximo entre o candidato e seu eleitorado, já que é essencialmente, marketing de relacionamento. É essa a ideia por trás das redes sociais, criar um canal rápido, fácil e barato para que o candidato possa dialogar com os eleitores e eles com os candidatos.

Com a enorme rejeição que a classe política em geral tem no momento, por causa das sucessivas crises econômicas e sociais geradas por crises políticas consecutivas, muitos políticos têm preferido o caminho de usar as redes em branding para construção de reputação e autoridade de marca, deixando de lado, muitas vezes, os processos de integração e engajamento com os seus seguidores. O ideal é fazer os dois.

Segundo o especialista, são mais de 21,6 milhões de eleitores entre 16 e 24 anos de idade aptos a votar em 2022, para ele, é preciso romper com o velho modelo de marketing político que até então é adotado por outros colegas e agências, principalmente porque observa-se que o perfil do eleitorado tem mudado desde a última eleição. “Também se faz necessário entender a forma como o público jovem se comunica; ter conhecimento sobre seus principais anseios, estar presente nas redes sociais onde eles se concentram e produzir com linguagem adequada um conteúdo voltado para cada uma dessas redes”, afirmou.

Conteúdo 24h por dia, 7 dias da semana
A rotina de campanha eleitoral para aqueles que trabalham nesse segmento é extensa durante este período, a ponto dos colaboradores quase se mudarem para empresas onde prestam serviços de comunicação a estarem ‘Full time’ 24h por dia, de domingo a sábado.

Perguntado também sobre a questão de conteúdo e estratégias para candidatos e sua importância de estarem sempre presentes em redes sociais, o professor Rodolpho, assegura que os políticos precisam estar abertos a vivenciar a experiência que o marketing político propõe.

“A forma de fazer política mudou, o eleitorado está mais esclarecido, procura fontes, números, dados e informações. As redes sociais são uma espécie de praça onde os eleitores, especialmente os jovens estão e por onde eles circulam. Se você quiser falar com ele, tem que ir nessa praça. E ela tem vários cantos, com muitas tribos. E você precisa estar em todos eles”, ponderou o professor e jornalista.

Ainda segundo Rodolpho, nas plataformas de redes sociais, os internautas já estão acostumados com conteúdo que ficam até 24 horas disponíveis para acesso, como exemplo dos stories do Instagram, Facebook e WhatsApp. “É um formato que a cada dia toma mais força, podendo superar até mesmo o modelo de postagem no feed (em que a postagem não desaparece após 24 horas, mas sim permanece ali) do Instagram e Facebook. Elas são perfeitas para um contato mais informal sobre as atividades do dia a dia e mais eficazes quando buscamos interação com o eleitorado, podendo contar com funcionalidades como enquetes, gifs, memes, tantos outros”, afirmou.

Rodolpho também alerta que é necessário estar muito atento às postagens, pois apesar de ser um local informal, é preciso que sua comunicação ali esteja alinhada a imagem que o candidato pretende construir. ‘Um deslize em um Stories de 15 segundos pode deixar marcas na imagem do candidato e pode colocar tudo a perder. Então tudo o que deve ser feito, precisa ser pensado, planejado, executado e avaliado, principalmente na era do TikTok, Reels, IGTV, User Generated Content, automatização, Inteligência Artificial e tráfego,” mensurou, Rodolpho.

Por fim, professor alerta aos candidatos que ter um perfil em uma rede social não vai garantir a eleição de ninguém. O que realmente elege um candidato é uma ação de marketing digital com estratégia e planejamento estritamente sincronizada com muitas outras ações de campanha, principalmente, as do marketing político clássica.

 

 

Fonte: Rodolpho

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