Depressão e Pânico – No começo de 2005,quatro dias após minha primeira filha nascer,infelizmente sofri um acidente de carro (não aquele acidente de 1999 que tive que fazer 7 cirurgias) no centro de João Pessoa. Estava com a minha mãe e fui até ao local buscar um tio que na época morava comigo.
Mesmo após 15 anos desse fatídico acidente ainda me recordo como se fosse hoje,ia eu tranquilamente no carro do meu irmão (talvez seja por isso que ele nunca mais me emprestou o carro), já saindo do centro da capital para a praia e ali próximo da Igreja de Lourdes,um policial de folga colidiu com meu veiculo inesperadamente e é aqui que tudo começa.
O Começo (Depressão e Pânico)
Após a Colisão,desci tranquilamente do carro e com bastante calma sem saber o que de fato havia acontecido já fui pedindo desculpas e verificando se alguém ficara ferido. Porem o tal policial,já desceu aparentemente alcoolizado e de arma em punho,sem querer ouvir ou saber qualquer tipo de explicação que por ventura existisse.
O Policial veio ao meu encontro,colocou a arma na minha cabeça e jurou atirar,vi a morte, a vi passando no meu imaginário,me desesperei ao pensar no que seria da minha filha com apenas 4 dias de nascida, e enquanto tudo isso ocorria,minha mãe gritava em direção a nós sem que eu entendesse absolutamente nada.
Foi neste momento,nesta fração de segundo que tive meu primeiro ataque de panico,mesmo sereno meu coração em desacordo, disparou,a sudorese se iniciou e a angustia bateu forte perante uma arma na cabeça. A sensação total de nada poder fazer apenas orar, o que eu já mentalmente estava fazendo,tamanha a certeza que o policial passou que atiraria.
A Ajuda
Para minha alegria o sindicato dos correios estavam reunidos naquele dia em um prédio vizinho de onde tudo ocorrera e devido ao barulho de tal colisão,vários desceram correndo e ao ver tal cena,ameaçaram partir pra cima do tal policial mesmo que ele atirasse.
Foi então que eu pedi calma,disse que nada daquilo era necessário e com culpa ou sem culpa pagaria os estragos do sinistro e que tudo ficaria bem. O policial então ao meu ouvido sussurrou “vou tirar a arma da sua cabeça,mas não deixe que me agridam”. Foi então que imediatamente ele guardou a pistola e eu de vitima passei a “advogado” do mesmo, impedindo um linchamento publico ocorresse naquele local.
Enquanto eu acalmava os funcionários dos correios o tal policial após acionar a “verdadeira policia” , veio até mim e me pediu um último favor ,que eu em depoimento omitisse o fato dele ter sacado a pistola e colocado na minha cabeça pois perderia a farda e não saberia o que fazer para sustento da sua família.
Eu sempre fui muito calmo,até chamado de besta por tamanha parcimônia e lhe disse que mesmo depois do ocorrido não o iria prejudicar pois eu não carregava comigo o impetuoso sentimento da raiva ou da revanche,e assim o fiz.
A Doença (Depressão e Pânico)
“Apenas eu sofri naquela noite,apenas eu adquiri uma doença inimaginavelmente cruel,silenciosa,alvo de deboche que lhe paralisa até para fazer o básico e que infelizmente é levada na brincadeira pela maioria da população”.
É realmente uma doença que lhe isola do mundo,que lhe faz perder amigos,ganhar desafetos, arruína qualquer laço familiar e de amizade (as pessoas pensam que é “mimimi”),você começa a ter fobias que nunca teve,a ter medo do que nunca teve a perder a confiança das pessoas e literalmente lhe faz perder a vida e o sentido dela, e é por isso que muitas pessoas não conseguem lidar com tamanha dor e colocam fim a sua própria existência.
CONTINUAÇÃO EM BREVE….






