FIQUE EM CASA

FIQUE EM CASA?! – O Introspectivo

FIQUE EM CASA?! — Está sendo difícil para os governos, convencerem as pessoas a ficarem em casa, protegendo-se da contaminação do Coronavírus. Há muitas explicações para isto, e eu particularmente acredito que os governos, nunca conseguirão convencer estas pessoas a se enclausurarem, ainda que o motivo seja de cautela com elas.

Todos os dias, cada cidadão faz uma avaliação das ações que pretende tomar. Ele pesa os efeitos de suas atitudes. O risco é o que pesa na balança, para que aquela ação seja tomada ou não. No caso, decidir ficar em casa, por causa do coronavírus, envolve inúmeras questões a serem avaliadas. E a partir desta avaliação, o indivíduo decide que a recomendação dos governos não é viável para si.

E cada cidadão se encontra neste mesmo patamar. Onde precisa avaliar os ônus e bônus de ficar em casa. Então, não é apenas a contaminação do vírus, que está em jogo para estas pessoas. E de forma alguma, podemos reduzir os que não estão dispostos a cumprir este isolamento, como alguém sem educação. Não se trata meramente de um ignorante.

A meu ver, as duas principais motivações da suposta rebeldia são: a questão financeira e a liberdade em si. Esses dois elementos parecem ser inegociáveis aos olhos de cada cidadão. Desde que o mundo é mundo, todo indivíduo necessita de recursos para seu sustento e também goza de liberdade. Ele mesmo decide aonde vai e quando vai, e desde que surgiram as primeiras civilizações, são pouquíssimas as restrições que ele sofre por parte do Estado.

Ficar em casa significa que você não poderá produzir e obter ganhos. Assim, está comprometida a possibilidade de manutenção de suas necessidades, mais básicas que sejam, sobre tudo, a de se alimentar.

“Eu que não me sento no trono de um apartamento, com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar”, esse é um trecho de uma música de Raul Seixas. É assim que vejo as pessoas diante desta pandemia, quando não atendem as recomendações de órgãos de saúde, para que fiquem em casa. Para elas, não existem outras opções. Não há amparo, nem reservas financeiras, para esperarem em casa, sabe-se lá quanto tempo.

É uma questão de escolha. Morrer em casa ou morrer na rua. Lembra um caso semelhante relatado nas Escrituras Sagradas, no livro de 2 Reis, capítulo 7. Que narra um fato, onde dois leprosos se encontram numa situação de calamidade, naquela cidade, onde simplesmente há uma escassez de alimentos. Eles decidem correr o risco de morrer, ao tentar obter alimento em uma cidade inimiga. Lhe encorajo a ler o restante desta história.

Cabe as autoridades, em uma eventual nova necessidade de isolamento social, buscar entender como funciona seus governados. Acredito que existam outras medidas, suficientes e tão eficaz quanto o isolamento, sendo que com prejuízos financeiros e psicológicos menores. É preciso entender, que o instinto da sobrevivência é muito forte e que a liberdade é muito nobre.

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