Não faz muito tempo, sua excelência o Governador da Paraíba, dirigiu-se a Campina Grande para inaugurar o Hospital das clínicas naquela cidade.
No dia de hoje o Jornalista da Rádio Correio FM em Campina Grande Lázaro Farias, afirmou em alto e bom-tom que em conversa com o secretário de saúde do estado Dr. Geraldo Medeiros que o propalado hospital só iria funcionar se houvesse demanda.
Ao ouvir tal afirmação me espantei, quase não acreditei no que estava ouvindo. Quer dizer ilustre secretário que o estado abre hospital sem planejamento, sem saber a demanda por tal equipamento, apenas para mostrar que fez?
O básico do básico para a realização de qualquer obra pública, é saber se existe demanda para a sua construção ou não. Esse jogo de fazer por fazer tem que acabar no Brasil e principalmente nos estados pobres da federação.
Será Dr. Medeiros que em Campina Grande só se morre por covid-19, esse abençoado hospital não pode exercer mais nenhuma função? O campinense ficará apenas contemplando a obra? É triste constatar que vossa excelência tenha feito isso com o povo de campina, povo da sua terra, terra de seus filhos.
Aproveitando vossa desculpa sobre a falta de demanda, irei humildemente explicar-lhe porque não existe demanda na Rainha Borborema. Em Campina Grande ao contrário do que vossa excelência prega, o prefeito adotou o protocolo a base de hidroxicloroquina, lá o prefeito no começo dos sintomas determinou que a UPA já entregasse ao paciente após consulta médica, o coquetel de remédios que o conselho federal de medicina aprovou e que o senhor despreza, lá secretário o prefeito construiu um hospital de campanha de verdade e não um puxadinho em um estacionamento.
É por isso secretário que não existe demanda, mas tenho a certeza que existe demanda para que esse hospital cujo senhor foi inaugurar possa servir ao povo de Campina Grande de outra maneira.
Reveja seus conceitos, nobre secretário, abra o hospital, o povo de Campina Grande não merece padecer por falta de planejamento da sua secretaria, Campina não pode ser refém de atos que em nada constrói.
Termino humildemente pedindo ao senhor que procure o Prefeito Romero Rodrigues que com certeza ele saberá o que fazer com esse hospital que o senhor inaugurou e depois virou as costas.






