Não é segredo para ninguém que o governador da Paraíba chegou ao tão desejado cargo através de dinheiro oriundo da cruz vermelha, que segundo Daniel Gomes, repassava em forma de propina, dinheiro subtraído da saúde já tão sofrida na Paraíba.
O ex-senador Cícero Lucena e atual postulante a mais uma vez comandar os destinos da capital paraibana,não resistiu, e seguiu uma máxima política, que está completamente ultrapassada: “Apoio não se recusa”.
Ledo engano, apoio advindos de certas personalidades, tanto se recusa como se foge dos mesmos, para não se manchar uma trajetória de coerência política, e acabar se juntando com quem antes tanto se criticava.
O arco de alianças do ex-prefeito, até vinha sendo bem montada e ganhando corpo para o embate em novembro próximo, acontece que no dia de hoje a coerência foi pro espaço. Cícero se juntou ao mesmo grupo que no passado, entregou sua “cabeça” à PF e aos órgãos competentes culminando na sua prisão, que anos depois se constatou ser abusiva e sem justificativa.
O beijo na calvário está dado, só o chefe e meia dúzia de peões estão do lado de fora, mas a essência daquele grupo é base do atual governo de João Azevedo.
João exonerou apenas algumas pedras forçado por ações do MPPB e da PF.
Devo confessar que fiquei triste em ver o amigo Cícero se unindo a quem ele mesmo nos ensinou a combater. Era o próprio que nos motivava e assim chegamos ao segundo turno em 2012, vencendo os que hoje ele se abraça.
Certo ou errado, desejo ao mesmo toda sorte do mundo, não irei me fazer de juiz nem muito menos fazer juízo de valor. Deixarei essa tarefa para o povo de João Pessoa.
Concluo como sempre com uma frase, que me veio à cabeça ao ver o amigo Cícero ao lado do governador.
“Vivam os meus inimigos! Eles, ao menos, não me podem trair”.
Henry de Montherlant
Júnior Belchior



