UM “NÃO” AOS EXTREMISTAS

UM “NÃO” AOS EXTREMISTAS – RUI LEITÃO

Não gosto de posições extremadas. Muito mais quando são manifestações ideológicas. Nem de direita, nem de esquerda. A própria expressão “extrema” revela radicalismo. Ambos se colocam como detentores das “verdades absolutas”. Como confiar o destino de uma sociedade entregando-a ao domínio de um ativista político de extrema-direita ou extrema-esquerda?

São agentes políticos que militam no ambiente de grave conturbação social, e adoram jogar gasolina na fogueira. São incendiários. Mas têm simpatizantes, pessoas que pensam de igual modo e que são fiéis às suas irracionalidades. Interessante é que ambos procuram adotar posturas que pareçam em defesa da nacionalidade, da moralidade e do combate à corrupção. Vivem nas contradições. Pregam que a ordem só será estabelecida com o uso da violência como forma de eliminar os que divergem de suas ideias.

Os extremistas não têm equilíbrio emocional. Basta ver as frases pronunciadas enfaticamente, para perceber que são desprovidos de um mínimo de responsabilidade e de ética. Detestam ser contrariados nas suas opiniões. Fogem da objetividade. O tom dos seus discursos são de explícito confronto, por entenderem que, assim, atendem expectativas de segmentos da população, servindo-se das vulnerabilidades sociais. Conquistam a adesão daqueles que estão no limite da paciência, inconformados, desalentados, por isso mesmo, admitindo atitudes de radicalização na política. Indivíduos que perderam a esperança de que os problemas possam ser resolvidos na base do diálogo, do entendimento e da tolerância ao contraditório.

Na política não existe neutralidade, disso todos temos consciência. Mas devemos, pelo menos, tentar agir e pensar com imparcialidade. Distensionar as lutas políticas. Respeitar as divergências. Conseguir separar o comportamento da ideologia. Não se deixar ser contaminado por sentimentos que produzam a truculência, o autoritarismo, a agressividade.

Os extremados são lobos em peles de cordeiros, aproveitadores das crises circunstanciais. Buscam disfarçar o ódio com proclamação de intenções que à primeira análise enganam a boa-fé dos incautos, mas que observadas com racionalidade são insensatas, precipitadas.

Rui Leitão

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