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Falsificado 2 assinaturas – Qualquer um de nós, se assinar um cheque de dez reais falsificando a assinatura de outra pessoa vai responder a processo criminal.
Isso é óbvio para qualquer criança.
Mas não é nada óbvio para determinados políticos.
Denunciado esta noite (5) -com exclusividade em matéria do Antagonista- pela falsificação de duas assinaturas no documento que serviu de base para pedir a ampliação do Fundão eleitoral, Wellington Roberto, líder do PL na Câmara assumiu a façanha brava e desaforadamente:
(…) Assinei e assinaria de novo, se preciso. Eu resolvi fazer e acabou.’
Declarou ainda o gajo que ‘assinou ‘como representante’ do partido mas confessou não ter ‘nenhuma procuração’.
Nem poderia.
Uma das assinaturas que fraudou é do senador Jorginho Mello, que é reconhecidamente contra o aumento do Fundão desde sempre.
E é presidente do partido de Wellington.
Mello, surpreso ao ver seu nome no ofício enviado ao relator, Domingos Neto, pensa em processar judicialmente o fraudador.
Apesar da clara inversão de qualquer valor de ordem moral e lógica -falsificar assinatura é crime até em tribo da África- o deputado abusado ainda se acha com razão num caso que envolve a cifra de 1,8 bilhões.
Não é um cheque de dez reais.

Em abril de 2014, quando ainda estava no PR, Wellington Roberto foi um dos 20 deputados que assinou um manifesto pedindo a volta de lula da silva para disputar a presidência no lugar do poste dilma.
lula, como já se sabe, desistiu da candidatura, pressionado pelo monstrengo que ele mesmo havia criado.
E qual será o destino do deputado falsificador.
Fosse um cidadão comum -ou um estelionatário comum- seria processado, condenado e preso como réu confesso.
Como faz parte do seleto grupo dos impunes, a politicalha, não se sabe.
Tudo é possível na ilha da fantasia que é Brasília.
Fonte: O Antagonista





