É-Dilma ou não é?

É-Dilma ou não é? – Júnior Belchior

É-Dilma ou não é? — Depois de quase 8 meses de atrasos e dúvidas em anunciar seu pré-candidato à sucessão municipal, parece que o digníssimo prefeito Luciano Cartaxo escolheu sua pretensa sucessora. Nada mais nada menos que sua concunhada Edilma, que ocupou a secretaria de educação do município até bem pouco tempo.

O Prefeito não mudou de estratégia, seguiu convicto no seu antigo conceito, que só os de casa têm vez, assim como em 2014 e 2018 quando indicou o irmão para concorrer a vaga de senador e governador, portanto, continuamos na velha e tão surrada opção familiar. Sua concunhada é a escolhida da vez, visto que o irmão desda vez estar impedido.

É a terceira vez que Luciano opta por um nome “caseiro” para disputar um cargo público para alargar sua influência na política paraibana e pessoense.

Cartaxo, parece não ter aprendido com o sonoro NÃO, que o povo da Paraíba e de João Pessoa, dissera a seu irmão por duas vezes, a última delas ficando muito aquém de um razoável resultado.

O fato, é que a concunhada vem ai, se sairá vitoriosa, só o tempo dirá, mas até na sua escolha, o prefeito seguiu o que vem fazendo na prefeitura. A PARENTELA SEMPRE EM PRIMEIRO LUGAR, digo isso, pois basta olharmos para os cargos comissionados da PMJP para encontrar dezenas de parentes do mesmo, com o sobrenome Cartaxo ou Pires de Sá.

É inegável que a coerência está mantida, Luciano vai na base do quero, posso e mando, mostrando que o negócio é mesmo paroquial, seus “tenentes” inclusive, já vinham endossando o nome da professora nas mais diversas redes sociais, batendo continência e preparando o terreno da mesma.

Está explicado, portanto, o motivo da debandada dos ex-aliados do prefeito. Ninguém em sã consciência iria embarcar num voo com tamanhas incertezas como esse, visto que Edilma, nunca concorreu a nada, mas já quer começar como prefeita de uma capital brasileira.

Depois dessa escolha “caseira” o discurso de que aliado A ou B traiu o prefeito, cai totalmente por terra, o que o inquilino sempre quis, foi impor que deputados, vereadores e lideranças se dobrassem a uma escolha da sua residência, sem perguntar o motivo, e isso não é aliança é subserviência descarada em troca de meia dúzia de cargos.

Confesso que não conheço a professora Edilma, nesse caso, estou igual aquela música chamada “Caviar” do extraordinário cantor Zeca Pagodinho. “Nunca vi, nem…só ouço falar”.

Finalizo desejando boa sorte a Professora Edilma, que na minha visão, não terá vida fácil para colocar na cabeça do pessoense, que seu grupo familiar quer mais 4 anos para continuar com essa enxurrada de parentes no centro administrativo municipal.

Como já dizia o Senador Ruy Carneiro: “FORTE É O POVO”

Júnior Belchior.

Instagram

Politica Paraibana

Twitter

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *