Duas décadas – Se existe alguma coisa que posso falar com bastante propriedade é sobre política e principalmente campanhas eleitorais.
Comecei muito cedo aos 17 anos,já lá se vão mais de 20 anos, participei das campanhas de 1998,2000,2002,2004,2006,2008,2010,2012,2014,2016 e finalmente a de 2018.
Foram exatamente 10 campanhas eleitorais sempre participando de forma incisiva e profunda, nunca gostei de ficar atrás dos birôs e do gelado ar condicionado que também tem a sua importância,ganhando e perdendo o que logicamente faz parte do “jogo político”, sempre fui mais chegado às ruas,ao encontro com o povo,ao abraço, às reuniões e a sempre fascinante arte de persuasão.
Cada campanha é uma nova história, um momento diferente, um novo aprendizado, uma sensação única. Sempre gosto mais da última, não tenho uma em especial,todas foram importantes para construir a experiência que adquiri para que em tempo hábil o trabalho seja o melhor possível com resultados muitas vezes que até a mim surpreenderam.
Duas décadas
Aprendi que pedir voto para quem não se conhece ou não se gosta é algo terrível e extremamente sem graça, confesso que nesse tempo todo isso só me aconteceu 2 vezes, você não consegue persuadir se nem você mesmo foi persuadido, não consegue correr, porque o estímulo inexiste,as coisas perdem literalmente o sentido e de alguns anos pra cá eu me excluo logo dessa obrigação.
Muita gente me pergunta se já tive vontade de ser candidato e a resposta é muito simples, claro que já tive!mas infelizmente nunca foi possível, contudo numa única vez quando tudo estava praticamente certo, os bastidores “familiares” não permitiram, pois a guerra de nomes e a vaidades não deixaram quem “manda” escolher-me.
Passado alguns anos desse episódio, a vontade sumiu de uma tal maneira que nem pra fiscal de orelhão eu tenho vontade de concorrer. O tesão acabou, como se diz no português mais chulo.
Ultimamente inclusive, tenho estado mais propenso a seguir outros caminhos, começo a perceber (tardiamente) que o cansaço está chegando, que muitos personagens já chegaram sentando na janela e o que antes emocionava, hoje entristece.
É tempo de preparar as últimas atuações para depois abandonar o palco de uma vez, tentar algo novo, arriscar outro caminho,sair de cena e deixar o caminho livre para certos personagens que gostam tanto de bajular e contar vantagens.






