Foi com essa frase “Ninguém solta a mão de ninguém” que eu desconfiei que algo não tinha ido bem na Paraíba.
O ex-governador Ricardo Coutinho ao proferir tal frase, pelo menos a mim chamou muita atenção, parecia um sinal de S.O.S rasgando o novo governo que se iniciava.
A frase foi de tal forma apelativa (querendo avisar que a união manteria tudo na normalidade) que várias lideranças à época repetiram o mesmo bordão.
Ao mesmo tempo que entendi o recado que o alcaide queria passar para seu “grupo”, descortinei também de primeira, que a mensagem subliminar não teria o sucesso imaginado.
Quando uma pessoa vem com frase dessas em pleno discurso, é sinal que as coisas estavam começando a ruir e que o seu escolhido na sucessão não iria compactuar com o que se apresentava.
Ninguém solta a mão de ninguém
O ex-alcaide no discurso chegou a falar em tom eloquente, diretamente para o atual governador que neste governo (que já não era mais o dele), ninguém soltaria a mão de ninguém. Mal imaginava ele que as mãos já estavam soltas e muitas delas contra a parede.
Pouco tempo depois começou a rebordosa, Leandro Nunes foi preso, entregou Livânia, que entregou Ivan Burity, que praticamente entregou todos os que estavam envolvido com a corrupção generalizada instalada na já tão sofrida Paraíba.
A delação da ex-secretária que no começo parecia uma marola, na verdade hoje após vermos os vídeos e os documentos podemos afirmar categoricamente que foi um maremoto parecido com o que ocorrera em Lisboa no dia 1 de novembro de 1755, que praticamente acabou com a capital portuguesa.
Confesso que não esperava que as mãos se soltassem tão rapidamente,mas o fato, é que a preço de hoje estamos na fase do ” salve-se quem puder”.






