QUERO CONTINUAR SONHANDO — Há uma frase de Victor Hugo que diz: “não há nada como um sonho para criar o futuro”. Por isso vivo construindo sonhos, na esperança de que eles se transformem em realidade. Afinal de contas sonhar ainda não é proibido, se bem que muitas vezes é recomendável não revelar esses sonhos porque eles podem oferecer riscos a interesses outros.
Ultimamente tenho sonhado em ver o Brasil diferente do que é hoje. Onde o espírito de fraternidade e solidariedade seja o imperativo da convivência entre patrícios. Num ambiente em que as divergências, sejam políticas, religiosas ou desportivas, não motivem conflitos que gerem inimizades. A pluralidade de ideias e opiniões marque simplesmente o exercício pleno da democracia.
Sonho com um país em que os atores da política pensem mais no coletivo do que no individual. Que a liberdade de agir e de pensar não incomode os que se imaginam poderosos a ponto de impor restrições de comportamento e de manifestações. Um país no qual todos tenham o direito de discordar, reivindicar, protestar, questionar, quando se fizer necessário.
QUERO CONTINUAR SONHANDO.
Fico mentalizando a oportunidade de ver esta nação livre dos corruptos. Não estou me referindo exclusivamente aos que militam na política, mas a todos nós que costumamos nos valer do “jeitinho brasileiro” para resolver nossos problemas, mesmo que desprezando conceitos de ética e moral.
Nos meus sonhos, idealizo um Brasil em que a justiça se posicione de forma imparcial, como deveria ser. Desejo ver juízes que não se preocupem em se tornar “pop stars”. Quero ver decisões do judiciário sem influências partidárias. Não gostaria mais de testemunhar juízes tornando seu mister um espetáculo midiático. Anseio ver a justiça agindo com isenção, sem distinguir ricos e pobres, brancos ou negros. Nesse Brasil imaginário, juiz nem receberia homenagens por fazer justiça. Ele fugiria dos holofotes para não ser apontado como faccioso, nem alguém adepto ao estrelismo.
O país com que sonho não teria violência urbana, discriminação social, preconceitos, intolerância. Os veículos de comunicação não seriam monopolizados e postos a serviço de causas políticas que interessem unicamente aos poderosos de plantão. Seríamos receptores da informação verdadeira, sem manipulação ou deturpação da realidade.
Alguém poderá dizer, você não sonha, você delira. Que seja um delírio, mas é assim que encontro ânimo para acreditar num amanhã melhor. Por isso, não vou desistir nunca de sonhar, ainda que contrarie muita gente.






