Uma eleição diferente – Júnior Belchior

Uma eleição diferente — A cada eleição uma nova estratégia aprece e um novo estilo de se alcançar o eleitor é diagnosticada.

Tivemos a eleição do twitter, a do Facebook, a do Instagram e a do WhatsApp. Todas as ferramentas foram importantes e ainda continuam a ser, ainda mais em tempos de pandemia, onde o eleitor deseja se preservar do contato direto devido ao Covid-19.

Barack Obama despertou em 2008 para o Twitter, enquanto o seu adversário ainda engatinhava. A famosa frase “Yes We Can!” (sim, nós podemos) circulou mais que piloto em pista de fórmula 1. A frase gerou forte impacto na campanha, ajudando o democrata a se eleger presidente dos EUA.

Atualmente o apelo pelas lives e vídeo chamadas por aplicativos como Zoom e Google Meet, estão cada vez mais em moda, tentando assim aproximar o político de seu eleitorado.

Será que esse será o caminho das eleições de 2020? Será que o eleitor quer mesmo ouvir a mesma cantilena invadindo suas redes sociais sem pedir licença? Será que quem tem mais de 40 anos ou menos de 20 aguenta esse martírio, ou isso é apenas estatística para o pessoal das Mídias Sociais enganarem candidatos e afins.

Essa pergunta é bastante complexa. Naturalmente que existe uma parcela que gosta dessa nova forma de se sentir ouvida e prestigiada, mas algo me diz que isso ainda está longe do tão famoso olho no olho, do abraço, que muitas vezes só quer ser ouvida por àqueles que irão controlar os destinos da sua cidade por um período da 4 anos.

Confesso ser um amante da tecnologia, são praticamente 33 anos deste a compra do meu primeiro computador e deste então, dedico grande parte do meu tempo vago me reciclando e buscando cada vez mais me atualizar diante de todos os avanços que vão acontecendo dia após dia.

Entre a máquina e o abraço bem-dado, eu fico com o segundo, nada irá vencer a presença física, sempre com humildade e a calma para ouvir aquele que na maior parte das vezes, só quer atenção.

Nada irá superar o carisma, a verdade passada de forma simples e emotiva, a persuasão não está na tela de um smartphone, nas lives incontáveis ou mesmo na antiga ligação telefônica, ele está justamente no poder que cada pessoa tem de num simples olhar, num aperto de mão ou no abraço apertado, transpor as barreiras do desconhecido alcançando assim uma intimidade mínima com o eleitor.

“YES WE CAN”

Júnior Belchior.

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